Pressão baixista sobre a soja em Chicago é momentânea e cotações podem retomar patamar dos US$10 / bushel nas próximas semanas

Publicado em 29/09/2020 18:20
Para analista, continuidade da demanda chinesa, clima com La Niña na América do Sul e retomada da economia mundial podem estimular alta da soja
Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais

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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Nesta terça-feira (29), a tendência de queda nos preços  da soja continuou, com os  contratos caindo entre 1 e 3 pontos. Aparentemente o ritmo de quedas das sessões anteriores perdeu fôlego, ou seja, a oleaginosa deve encontrar estabilidade.

O ritmo de colheita da soja americana está impactando nas cotações em Chicago, já que 20% das lavouras já foram colhidas. As cotações futuras da soja em Chicago também estão sendo influenciadas pela as chuvas que ocorreram no Brasil, principalmente em Santa Catarina e Paraná.

Por outro lado, a previsão de que um La Niña possa afetar  o andamento da safra no Brasil, mais a continuidade da demanda chinesa, são fatores que podem refletir em um novo aumento para os preços da soja, que devem voltar ao patamar de US$ 10.

No mercado interno, os preços continuam em recordes nominais e são alavancados pelas exportações em ritmo acelerado, além da variação cambial, que finalizou o dia em R$ 5,64 por dólar. Na atenção dos investidores, ficam as questões políticas com relação ao equilíbrio fiscal governamental.

 

Por: Aleksander Horta
Fonte: Notícias Agrícolas

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