Com números da Colômbia e do Brasil, preocupação com oferta se mantém e arábica sobe 6%

Publicado em 14/04/2023 17:28
Londres acompanhou para o conilon, mas produtor ainda tem certa resistência em vender

O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta sexta-feira (14) com ajustes para os preços e com desvalorização nos principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Julho/23 teve queda de 290 pontos, negociado por 191,50 cents/lbp, setembro/23 registrou queda de 260 pontos, valendo 188,85 cents/lbp, setembro/23 teve baixa de 260 pontos, cotado por 188,85 cents/lbp e março/23 teve queda de 235 pontos, valendo 185,75 cents/lbp. 

Na Bolsa de Londres, o conilon também teve um dia de desvalorização. Julho/23 teve queda de US$ 38 por tonelada, valendo US$ 2344, setembro/23 teve queda de US$ 37 por tonelada, valendo US$ 2308, novembro/23 teve queda de US$ 33 por tonelada, cotado por US$ 2274 e janeiro/24 registrou queda de US$ 31 por tonelada, valendo US$ 2250. 

Apesar da baixa registrada neste pregão, a semana foi marcada por intensa valorização. No caso do arábica, o contrato referência avançou 6,44%, enquanto o conilon teve 1,94% de valorização no acumulado semanal. 

Os últimos dias foram marcados por preocupação com a oferta global do produto. O Brasil divulgou queda de 19% nos embarques no mês de março em relação ao mesmo mês em 2022. A Colômbia também divulgou queda na produção e exportação do mesmo mês, o que aumentou a preocupação no mercado. 

"As crescentes preocupações com a oferta provocaram a compra de fundos de futuros de café", acrescenta a análise do site internacional Barchart. Vale destacar ainda que os estoques de arábica mais apertados da ICE sustentam os preços do café depois que os estoques de café arábica monitorados pela ICE caíram na quinta-feira para 710.687 sacas, o menor nível em 4 meses.

A alta dos últimos dias até trouxe certa fluidez ao mercado, mas as negociações ainda continuam em ritmo mais lento. No Brasil, o produtor segue focado nos preparativos para a colheita. A expectativa é de que a safra seja mais positiva do que nos últimos anos. 

"O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos elevou na quinta-feira a probabilidade de um padrão climático El Nino surgir entre agosto e outubro para 74%, ante 61% há um mês. Se esse padrão de El Nino ocorrer, pode trazer fortes chuvas para o Brasil", complementa o Barchart. 

No Brasil, o físico acompanhou e encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,88% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.125,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,89%, cotado por R$ 1.110,00, Machado/MG teve baixa de 1,77%, valendo R$ 1.110,00 e Franca/SP manteve a estabilidade por R$ 1.150,00. 

O tipo cereja descascado teve queda de 2,04% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.200,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,82%, negociado por R$ 1.210,00 e Campos Gerais/MG registrou queda de 0,41%, valendo R$ 1.220,00. 

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Café: Queda do dólar consolida ganhos moderados no fechamento desta 4ª feira (11)
Quebra da safra brasileira de café em 2025 traz impacto significativo nas exportações
Preços do café seguem oscilando e caminhavam em lados opostos na manhã desta 4ª feira (11)
Café/Cepea: Desvalorização dos grãos é intensificada com estimativa de safra recorde
Brasil rumo ao recorde: Safra de café 2026 caminha para superar os 70 milhões de sacas e redesenhar o mercado global
Preço do café se consolida novamente em baixa nesta 3ª feira (10) diante melhor oferta brasileira