Diferencial em NY: Setor exportador quer avançar com diálogo para valorizar café do Brasil no mercado internacional
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Chegando a mais de 120 países por ano cada vez mais o café do Brasil se destaca em termos de qualidade e sustentabilidade no mercado internacional. No mês passado, o país embarcou 3,1 milhões de sacas e diante da forte demanda internacional, o setor exportador do Brasil continua trabalhando junto as cadeias globais do café para garantir a valorização do produto brasileiro no exterior.
Márcio Cândido Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), destacou em entrevista ao Notícias Agrícolas que a entidade tem ampliado diálogo no exterior para demandar da Bolsa de Nova York (ICE Future US) uma revisão em relação aos prêmios que são pagos aos cafés provenientes do Brasil.
"Nós, obviamente temos que trabalhar para que o café brasileiro não seja simplesmente recebido em Nova York no mesmo nível da Bolsa, enquanto Colômbia por exemplo, recebe US$ 100 mais caro", comenta.
Há mais de um ano a Colômbia vem aumentando de forma significativa a importação do café brasileiro, além do conilon - que estaria sendo destinado para indústria do solúvel no país vizinho, cafés considerados de qualidade também têm aparecido com frequência nos relatórios oficiais.
"Se a Colômbia está comprando obviamente é porque os preços que ela está pagando estão alinhados com o mercado internacional. Para o Brasil, é motivo de orgulho ter a segunda maior origem de café arábica comprando nosso café, o que atesta para o mundo inteiro o nível de qualidade do café brasileiro", afirma.
O presidente destacou ainda que a conduta fica dentro das ações ESG, que tanto vem sido debatido no mercado internacional do café. "Temos enquanto Cecafé e setor aprofundar isso muito mais, mas o que pensamos é que no ESG, um dos tripés é a remuneração mais do que justa. E quando você produz café de qualidade com sustentabilidade, não tem porque ter um preço tão diferenciado contra o equivalente em outra origem", complementa.
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