Milho sente pressão do petróleo e fecha segunda-feira caindo até 1,2% em Chicago

Publicado em 23/03/2026 16:41
B3 flutua pouco com mercado de olho no avanço da safrinha

A segunda-feira (23) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).

Segundo a análise da Agrinvest, os futuros do milho recuaram neste início de semana acompanhando as perdas de trigo e petróleo. 

“O milho sentiu a pressão da queda do petróleo, que tem influência sobre os biocombustíveis. Trump sinalizou abertura para acordo com o Irã e adiou ameaças militares. O petróleo despencou 8% e as bolsas subiram globalmente. O mercado segue altamente volátil e dependente das notícias sore o conflito”, apontam os analistas. 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,59 com desvalorização de 6 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,70 com perda de 5,50 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,72 com baixa de 5,50 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,86 com queda de 4,25 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (20), de 1,29% para o maio/26, de 1,16% para o julho/26, de 1,15% para o setembro/26 e de 0,87% para o dezembro/26. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho finalizaram as atividades desta segunda-feira com flutuações laterais e próximas da estabilidade.

De acordo com os analistas da Agrinvest, o mercado brasileiro ficou próximo da estabilidade nesta segunda-feira na B3, com os agentes atentos ao avanço da safrinha. 

“O plantio atinge 85,5% no Brasil, com Mato Grosso praticamente concluído e bom estabelecimento inicial. Goiás avança bem, mas com parte das lavouras sendo plantada fora da janela ideal. Paraná e Mato Grosso do Sul concentram maior risco, com estresse hídrico e falhas de germinação. A irregularidade das chuvas eleva a preocupação para o Centro-Sul, enquanto o Norte segue mais confortável”, relata a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 72,01 com alta de 0,03%, o julho/26 valeu R$ 70,89 com queda de 0,07%, setembro/26 foi negociado por R$ 71,30 com baixa de 0,14% e o janeiro/27 teve valor de R$ 75,24 com elevação de 0,27%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também registrou poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Rio do Sul/SC e percebeu valorização apenas no Porto de Paranaguá/PR. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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