Milho sente pressão do petróleo e fecha segunda-feira caindo até 1,2% em Chicago
A segunda-feira (23) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, os futuros do milho recuaram neste início de semana acompanhando as perdas de trigo e petróleo.
“O milho sentiu a pressão da queda do petróleo, que tem influência sobre os biocombustíveis. Trump sinalizou abertura para acordo com o Irã e adiou ameaças militares. O petróleo despencou 8% e as bolsas subiram globalmente. O mercado segue altamente volátil e dependente das notícias sore o conflito”, apontam os analistas.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,59 com desvalorização de 6 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,70 com perda de 5,50 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,72 com baixa de 5,50 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,86 com queda de 4,25 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (20), de 1,29% para o maio/26, de 1,16% para o julho/26, de 1,15% para o setembro/26 e de 0,87% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho finalizaram as atividades desta segunda-feira com flutuações laterais e próximas da estabilidade.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o mercado brasileiro ficou próximo da estabilidade nesta segunda-feira na B3, com os agentes atentos ao avanço da safrinha.
“O plantio atinge 85,5% no Brasil, com Mato Grosso praticamente concluído e bom estabelecimento inicial. Goiás avança bem, mas com parte das lavouras sendo plantada fora da janela ideal. Paraná e Mato Grosso do Sul concentram maior risco, com estresse hídrico e falhas de germinação. A irregularidade das chuvas eleva a preocupação para o Centro-Sul, enquanto o Norte segue mais confortável”, relata a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 72,01 com alta de 0,03%, o julho/26 valeu R$ 70,89 com queda de 0,07%, setembro/26 foi negociado por R$ 71,30 com baixa de 0,14% e o janeiro/27 teve valor de R$ 75,24 com elevação de 0,27%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também registrou poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Rio do Sul/SC e percebeu valorização apenas no Porto de Paranaguá/PR.