Cotações do milho futuro fecham a semana acumulando perdas de até 3% na B3

Publicado em 08/05/2026 16:46
Chicago sobe nesta sexta-feira, mas também registra perdas semanais

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A sexta-feira (8) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo assim, no fechamento da semana, as posições do cereal tiveram perdas acumuladas. 

Segundo a análise da Agrinvest, o dia foi positivo para os cereais na CBOT, com alta próxima de 1% para todos os vencimentos do milho. 

“Do lado dos fundamentos de oferta e demanda, o clima segue estressando as lavouras. Eram esperadas chuvas para esta semana nas regiões das Planícies, mas os volumes vieram irregulares”, avaliam os analistas. 

A analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, Yedda Monteiro, destaca que a semana foi de muita volatilidade para os futuros do milho seguindo os acontecimentos da Guerra do Oriente Médio, entre Irã, Israel e Estados Unidos, e o preço do petróleo. 

“Tudo o que acontece na parte política e geopolítica acaba afetando o milho. Parte dessa volatilidade vem muito por conta da guerra no Irã. Todo o movimento do petróleo acaba também afetando o milho, que é, em partes, par energético para o petróleo quando a gente olha para os biocombustíveis.”, diz Monteiro. 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,56 com alta de 3,50 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,71 com ganho de 3,75 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,77 com elevação de 3,50 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,93 com valorização de 4 pontos.  

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (7), de 0,77% para o maio/26, de 0,80% para o julho/26, de 0,74% para o setembro/26 e de 0,82% para o dezembro/26. 

Já no acumulado semanal os contratos do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 2,56% para o maio/26, de 1,87% para o julho/26, de 1,39% para o setembro/26 e de 1,05% para o dezembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (1). 

variação semanal milho cbot

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho registraram poucas movimentações no pregão desta sexta-feira, mas finalizaram a semana contabilizando desvalorização acumulada de até 3%. 

De acordo com os analistas da Agrinvest, os futuros do milho tiveram ganhos moderados na B3 diante da cautela do mercado com o clima. Mesmo assim, as cotações acumularam queda semanal acima de 3% no vencimento julho/26. 

“O movimento de sustentação de hoje se deve da cautela do mercado ligada ao risco de geada neste fim de semana no Sul do Brasil. Além da mancha de geada pegando o centro-sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também há previsão de temperaturas baixas para o sudoeste paranaense”, relata a consultoria. 

“Na segunda e terça-feira, o mercado certamente começará a precificar o resultado, seja de neutralidade ou de maior intensidade, caso o frio atinja áreas de milho safrinha”, acrescenta a Agrinvest. 

Outro fator que pressionou as cotações do milho na B3 ao longo dessa semana foi o câmbio. “Algo que a gente viu muito acontecer nessa semana foi uma queda mais acentuada do dólar, inclusive hoje, trabalhando abaixo dos R$ 4,90”, acrescenta Yedda Monteiro da Biod Agro. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 66,01 com queda de 0,02%, o julho/26 valeu R$ 67,59 com alta de 0,13%, o setembro/26 valeu R$ 69,72 com elevação de 0,33% e o janeiro/26 teve valor de R$ 74,10 com ganho de 0,58%. 

Já no acumulado semanal do cereal brasileiro registrou desvalorizações de 2,08% para o maio/25, de 3,03% para o julho/26, de 2,08% para o setembro/26 e de 0,55% para o janeiro/27, com relação ao fechamento da última quinta-feira (30). 

variação semanal milho b3

No mercado físico o preço da saca de milho teve movimentações baixistas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Sorriso/MT, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Eldorado/MS. Do outro lado, somente o Porto de Paranaguá/PR registrou valorização. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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