Milho da B3 recua junto com o dólar nesta 3ªfeira, mas cotações acumulam altas de até 5,5% em março
A terça-feira (31) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT), após operarem em queda na maior parte do dia. No fechamento do mês de março, as cotações também acumularam valorizações, que chegaram em até 3,1%.
A análise da Agrinvest destaca que a terça-feira foi de valorização para os grãos na CBOT após a divulgação do relatório de estoques trimestrais 2025/26 e de intenção de plantio para a safra 2026/27 nos Estados Unidos.
“Para o milho, o destaque fica para a redução de área, o que já era esperado pelo mercado, tanto em relação ao aumento de custos, tanto por uma relação soja/milho, que ainda sugere maior rentabilidade para a soja”, explicam os analistas da consultoria.
A área de milho foi reduzida de 39,98 para 38,58 milhões de hectares, número acima da média das projeções de 38,19 milhões. As expectativas variavam de 37,47 a 38,85 milhões de hectares.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,57 com valorização de 2 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,68 com alta de 0,75 ponto, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,70 com estabilidade e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,84 com ganho de 0,25 ponto.
Esses índices representaram altas, em relação ao fechamento da última segunda-feira (30), de 0,44% para o maio/26, de 0,16% para o julho/26 e de 0,05% para o dezembro/26, além de estabilidade para o setembro/26.
Ao longo de todo o mês de março, os contratos do cereal norte-americano acumularam valorizações de 3,13% para o março/26, de 2,06% para o maio/26, de 2,69% para o julho/26, de 3,18% para o setembro/26 e de 0,89% para o dezembro/26, no comparativo com o fechamento do mercado do dia 27 de fevereiro.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) estiveram próximos da estabilidade em boa parte desta terça-feira, mas finalizaram o pregão com movimentações negativas.
De acordo com os analistas da Agrinvest, a derrocada do dólar frente ao real gerou um movimento de realização de lucros nos contratos futuros da B3 neste último dia do mês.
“Ainda assim, o vencimento maio/26 atua próximo dos R$ 73,00 por saca, com o mercado buscando manutenção focando nas preocupações com as lavouras de milho safrinha e irregularidades no clima para quase todo o Brasil nestes primeiros dias de abril”, relata a consultoria.
No Paraná, por exemplo, líderes de entidades estaduais já consideram que as perdas de potencial produtivo da segunda safra de milho estejam consolidades, com patamares ao redor de 30%. A região mais crítica é o Oeste do paranaense, onde alguns produtores, inclusive, estão gradeando lavouras e destinando as áreas para cultivos de inverno.
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O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 72,90 com desvalorização de 1,09%, o julho/26 valeu R$ 72,40 com perda de 0,15%, o setembro/26 foi negociado por R$ 72,88 com baixa de 0,07% e o janeiro/27 teve valor de R$ 76,70 com queda de 0,09%.
Porém, ao longo de todo o mês de março, os contratos do cereal brasileiro acumularam valorizações de 1,65% para o maio/26, de 4,76% para o julho/26, de 5,56% para o setembro/26 e de 3,58% para o janeiro/27.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas alterações neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorização apenas em Pato Branco/PR e São Gabriel do Oeste/MS.