Milho segue a soja e registra desvalorizações nesta segunda-feira em Chicago e na B3

Publicado em 28/09/2026 15:59 e atualizado em 28/09/2026 16:44
Apesar das perdas, cenários internacional e nacional seguem sendo de sustentação das cotações

A segunda-feira (28) termina com os preços internacionais do milho futuro acumulando novas movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).  

Após fechar a última semana devolvendo parte dos ganhos acumulados nos dias anteriores, as principais cotações da CBOT sentiram a pressão vinda, especialmente, do mercado da soja, que hoje teve fortes desvalorizações. 

Apesar dessa pressão, o cenário global segue oferecendo algum suporte às cotações. O relatório da Grainsights destaca estoques mundiais mais apertados, problemas logísticos no Mar Negro e crescimento do consumo de milho para etanol como fatores que devem manter o cenário positivo para o cereal. 

Para os próximos dias, o mercado vai acompanhar o relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para a próxima quarta-feira (30), além do avanço da colheita e dos primeiros resultados de produtividade nos Estados Unidos. 

O vencimento dezembro/26 foi cotado a US$ 5,23 com desvalorização de 4,25 pontos, o março/27 valeu US$ 5,36 com baixa de 5,50 pontos, o maio/27 foi negociado por US$ 5,43 com perda de 5,25 pontos e o julho/27 teve valor de US$ 5,46 com queda de 4,75 pontos. 

Esses índices representaram baixas, em relação ao fechamento da última sexta-feira (25), de 0,99% para o dezembro/26, de 1,01% para o março/27, de 0,96% para o maio/27 e de 0,86% para o julho/27. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a segunda-feira também foi de movimentações negativas para os preços futuros do milho. 

As principais cotações nacionais foram influenciadas pela desvalorização registrada em Chicago, e acumularam novos recuos, após já terem encerrado a última semana com perda de 1% no contrato novembro/26. 

Apesar dessas baixas consecutivas, a tendência do mercado interno ainda é de sustentação, vinda especialmente da demanda brasileiro pelo cereal, tanto das indústrias de ração quando na produção de etanol. 

"O mercado doméstico segue sustentado pelo aumento do consumo interno, especialmente com o avanço da demanda por milho para etanol, o que reduz parte do excedente disponível para exportação. Para frente, além do comportamento da demanda interna, o ritmo do plantio da soja será uma variável importante. Em Mato Grosso, produtores tentam avançar assim que as chuvas permitem para preservar uma janela mais favorável ao milho segunda safra de 2027", aponta o levantamento da Grainsights. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento janeiro/27 foi cotado a R$ 78,60 com queda de 1,01%, o março/27 valeu R$ 81,02 com perda de 0,83%, o maio/27 foi negociado por R$ 79,21 com baixa de 0,83% e o julho/27 teve  valor de R$ 78,44 com desvalorização de 0,27%. 

No mercado físico, o preço da saca de milho também recuou neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Cândido Mota/SP e Porto de Santos/SP. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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