Com estiagem na América do Sul, grãos têm dia de forte alta

Publicado em 03/01/2012 13:52 e atualizado em 03/01/2012 17:28
O primeiro pregão de 2012 na Bolsa de Chicago foi bastante positivo para o mercado de grãos. Retomando as operações nesta terça-feira (3), os futuros da soja, do milho e do trigo operam com fortes e expressivas altas durante toda a sessão e fecharam o dia com ganhos bastante expressivos.

A oleaginosa abriu a sessão regular, por volta das 13h30 (horário de Brasília), registrando quase 30 pontos de alta. No entanto, às 14h40, os preços já operavam com pouco mais de 23 pontos positivos nos contratos mais próximos. No fechamento, os preços ficaram com quase 20 pontos de alta.

O principal motivo do avanço continua sendo o clima desfavorável na América do Sul. Lavouras do Sul do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai estão sendo castigadas pela seca, pelas altas temperaturas e pela baixa umidade do solo, que já comprometem o potencial produtivo das plantações.

Segundo o analista de mercado Steve Cachia, da corretora Cerealpar, diante desse clima, mais uma expectativa de forte demanda para a soja em 2012 e ainda o bom humor do mercado financeiro, o mercado internacional de grãos poderia entrar em uma tendência altista.

"Este primeiro pregão do ano, na minha opinião, está sendo caracterizado pelo otimismo no mercado financeiro internacional e pela especulação climática. O humor do investidor hoje é positivo, com bolsas de valores em alta na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos", explicou Cachia.

Ainda nesta terça-feira, a Oil World estimou uma queda na produção sulamericana em função dessa estiagem. Segundo dados da consultoria, a produção do continente deverá recuar cerca de 2,9% na safra 2011/12 por conta da seca.

A Oil World estima que a produção do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia deverá totalizar 132,7 milhões de toneladas nesta safra. O volume é 4,3 milhões de toneladas menor do que o estimado em dezembro e ainda menor em relação à safra passada, quando foram produzidas 136,7 milhões de toneladas.

Uma redução confirmada na colheita sulamericana significaria uma maior demanda pelos grãos norte-americanos, principalmente soja e milho, outro fator que traz ainda mais sustentação ao mercado. Além disso, o cenário macroeconômico também parece colaborar. Diante do otimismo do mercado financeiro, os investidores renovam seu apetite ao risco e passam a focar, novamente, ativos como as commodities agrícolas.

Clique nos links abaixo e veja como ficou o fechamento dos grãos nesta terça-feira:

>> SOJA

>> MILHO


>> TRIGO

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Fonte: Notícias Agrícolas

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