Milho e trigo recuam com clima bom nos EUA, soja fecha em alta

Publicado em 24/06/2013 16:26

Na sessão desta segunda-feira (23), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia do lado positivo da tabela. O pregão foi marcado por intensa volatilidade. Mais cedo, a oleaginosa chegou a exibir um significativo recuo, passou para o campo misto e conseguiu reverter parte das perdas no final da sessão, terminando o dia em alta. 

O vencimento julho/13, o mais negociado nesse momento, terminou os negócios valendo US$ 15,12 por bushel, subindo 18,75 pontos; o agosto fechou a US$ 14,21, com 7,50 potos positivos. O suporte para o mercado no curto prazo ainda vem dos fundamentos, onde o quadro permanece inalterado. 

Há uma preocupante escassez de soja nos Estados Unidos com estoques muito ajustados no país frente a uma demanda muito aquecida, principalmente no mercado interno norte-americano. Com isso, o pouco volume de produto ainda disponível. 

"A escassez de momento vai continuar colocando um forte suporte, especialmente para os meses de julho, agosto e setembro, para soja e milho. Continua uma demanda muito forte, e o destaque é da indústria, porque se percebe um aumento da demanda interna nos EUA por farelo com a retomada da produção de carnes, aves e suínos. E muita gente se questiona se haverá abastecimento suficiente para fazer essa ponte entre safra velha e a chegada da safra nova no início de outubro", explica Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora de Cereais. 

Ao mesmo tempo, os vencimentos mais distantes fecharam a sessão próximas da estabilidade, com ganhos bem pouco expressivos e o milho e o trigo encerraram o dia com um recuo bastante significativo. As baixas do trigo superaram os 14 pontos nos principais contratos e as do milho ficaram entre 8 e 13 pontos. 

O principal fator de pressão para os preços nesta sessão, segundo analistas, são as previsões de uma clima mais favorável ao desenvolvimento da nova safra dos Estados Unidos nas próximas semanas. Institutos de meteorologia indicam uma melhora nas condições climáticas do Meio -Oeste dos EUA, principal região produtora do país, nos próximos dias, com um tempo mais quente e menos chuvas.

De acordo com o Commodity Weather Group, nesta semana as temperaturas devem chegar aos 32ºC, o que poderia configurar um bom quadro para o desenvolvimento das lavouras. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu novo boletim de acompanhamento de safra e as expectativas são de que a instituição aponte um bom avanço no plantio da soja e boas condições para as plantações dos graõs. 

Financeiro - O dia negativo no mercado financeiro também exerceu alguma pressão sobre o mercado de commodities na sessão de hoje. As principais bolsas de valores do mundo fecharam o dia em baixa refletindo as preocupações, principalmente, com o possível aperto monetário previsto para a China. 

"Há preocupações com a China e há pouca coisa para as pessoas ficarem otimistas no momento. As coisas têm caído como uma pedra. Parece um pouco brutal demais para que seja apenas uma retração saudável", disse o diretor de negociações da MB Capital, Marcus Bullus, à agência Reuters. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira:

>> SOJA

>> MILHO

>> TRIGO

Tags:

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado da soja encerra semana sob pressão sazonal em Chicago e cautela com eleições e câmbio no Brasil
Plantio de soja de MT atinge 10,23% e mantém atraso inicial, diz Imea
Soja recua em Chicago nesta 6ª feira com farelo caindo mais de 1% e demanda chinesa ainda no radar
Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil