Grãos fecham semana em queda à espera dos números do USDA

Publicado em 09/08/2013 16:32

A última sessão da semana fechou com preços em baixa para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Os preços registraram um pregão volátil, inverteram o movimento positivo que vinha sendo registrado e terminaram o dia do lado negativo da tabela, com perdas mais significativas para os primeiros vencimentos.

Segundo analistas, depois da semana de intensas baixas e da tentativa de reversão da tendência de queda com bons movimentos de alta nos últimos pregões, os participantes do mercado tentam se posicionar melhor antes do final de semana e, principalmente, antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA na próxima segunda-feira (12). 

Para Stefan Tomkiw, analista da Jefferies Corretora, trata-se de um movimento de ajustes de posições por parte dos traders, portanto, devolvendo os ganhos das sessões anteriroes. “Muitos desses participantes vinham ajustando as posições depois das fortes quedas que o mercado sofreu, então acabou ocorrendo um repique, mas as perspectivas em termos de produtividade para a safra nova dos EUA ainda continuam extremamente positivas”. 

Ainda de acordo com Tomkiw, apesar de alguns problemas pontuais e localizados com o clima nos EUA, as condições permanecem favoráveis na maior parte das áreas e ainda pressionam as cotações. Assim, os riscos de as lavouras sofrerem com geadas precoces diminuem dadas as previsões de que as temperaturas devem voltar a subir nas próximas semanas. 

Milho e Trigo - Os futuros do milho e do trigo também fecharam o pregão desta sexta-feira em queda. Ambos os mercados são pressionados pelas boas expectativas de produção não só norte-americana, mas mundial. 

Para o milho, o mês de julho que é determinante para a cultura nos EUA, foi de condições climáticas muito boas e, segundo os analistas, uma safra cheia nos EUA deve se confirmar, inclusive com os novos números que o USDA traz na segunda-feira, no boletim de oferta e demanda. No caso do trigo, a pressão também vem da boa produção global e das boas condições de clima nos Estados Unidos. 

No entanto, o mercado dos cereais ainda pode encontrar sustentação na demanda, principalmente vinda da China. O país tem dado indicações de que pode aumentar suas compras e sofre com a pior seca em 140 anos. 

"Vale lembrar que a demanda é forte para o milho (...) a China, mesmo com uma safra recorde teria que importar mais 7 milhões de toneladas, segundo o USDA, e há rumores de que a safra chinesa será menor do que o esperado e essa demanda poderia aumentar suas importações até 20 milhões de toneladas, dependendo do preço, e isso poderia atuar como fator de suporte", diz Glauco Monte, analista de mercado da FCStone. 

Veja como ficaram as cotações dos grãos np fechamento desta sexta-feira (9):

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>> TRIGO

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Fonte: Notícias Agrícolas

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