Demanda e previsão de clima seco no Brasil conferem fechamento positivo para soja
Os futuros da soja fecharam a sessão regular desta segunda-feira (6) em alta na Bolsa de Chicago e os vencimentos mais negociados subiram entre 2,75 e 7,50 pontos. O contrato maio, referência para a safra brasileira, terminou o dia valendo US$ 12,61 por bushel, com ganhos de 3,25 pontos.
O avanço dos preços, segundo analistas, se deu com uma correção depois do intenso recuo que foi registrado na última semana. Na sessão da última quinta-feira (2), o mercado chegou a perder mais de 30 pontos, pressionado pelo quadro climático favorável na América do Sul.
Para Flávio França, consultor em agronegócio, o mercado perdeu parte de um prêmio climático e função das chuvas que chegaram, principalmente, a regiões produtoras da Argentina, Paraguai e sul do Brasil. Assim, os investidores continuam acompanhando com muita cautela a atenção o desenvolvimento do clima na América do Sul. Para França, essa é a mais importante variável do mercado no momento.
Na outra ponta do mercado, as cotações seguem encontrando suporte na intensa demanda mundial por soja, especialmente pela norte-americana, a única disponível nesse momento, pouco antes da colheita brasileira. As compras da China continuam acontecendo e o ritmo das vendas dos Estados Unidos seguem bastante acelerado, com todo o volume estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para exportação já comprometido.
Paralelamente, alguns analistas afirmam ainda que novas previsões indicando um clima mais seco para o Brasil nos próximos dias também favorecem a alta dos preços no mercado internacional.
USDA - Nesta sexta-feira (10), o USDA traz ainda seus números do relatório mensal de oferta e demanda e também o boletim de estoques trimestrais norte-americanos. O mercado espera pelos números e as expectativas acaba limitando as forças dos movimentos de altas ou baixas nesse período de espera.
Veja como ficaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira (6):