Preços do açúcar encerram semana com ganhos de até 2,8% em Nova Iorque

Publicado em 13/03/2026 16:48
Nesta 6ª feira, mercado ficou quase estável com pressões opostas do dólar e do petróleo

Os preços do açúcar fecharam com variações mistas nesta sexta-feira (13) nas bolsas de Nova Iorque e Londres, muito próximos da estabilidade. Ainda assim, na comparação semanal, foram registrados ganhos de até 2,8% em NY e 1,95% em Londres, entre os principais contratos.

Na Bolsa de Nova Iorque, o maio/26 recuou 0,01 cent (-0,07%), fechando a 14,37 cents/lbp. O julho/26 avançou 0,02 cent (+0,14%), encerrando a 14,57 cents/lbp. O outubro/26 registrou alta de 0,01 cent (+0,07%), para 14,93 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 0,01 cent (-0,06%), terminando cotado a 15,60 cents/lbp.

Em Londres, o maio/26 subiu US$ 0,70 (+0,17%), fechando a US$ 415,00 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 0,20 (+0,05%), para US$ 420,00 por tonelada. O outubro/26 encerrou estável (0,00%), a US$ 423,50 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou leve queda de US$ 0,10 (-0,02%), fechando a sessão a US$ 425,30 por tonelada.

Na semana, em Nova Iorque, o maio/26 avançou de 14,09 para 14,37 cents/lbp (+1,99%). O julho/26 passou de 14,17 para 14,57 cents/lbp (+2,82%). O outubro/26 subiu de 14,52 para 14,93 cents/lbp (+2,82%), enquanto o março/27 avançou de 15,17 para 15,60 cents/lbp (+2,83%).

Em Londres, o maio/26 saiu de US$ 414,50 para US$ 415,00 por tonelada (+0,12%). O agosto/26 avançou de US$ 415,40 para US$ 420,00 (+1,11%). O outubro/26 passou de US$ 415,40 para US$ 423,50 (+1,95%), enquanto o dezembro/26 subiu de US$ 416,80 para US$ 425,30 por tonelada (+2,04%).

Nesta sexta, conforme o que explica o Barchart, a valorização do dólar trouxe uma pressão negativa para os futuros do açúcar, uma vez que a moeda mais alta incentiva a exportação dos produtores brasileiros. Entretanto, as perdas foram limitadas em meio a especulações de que a alta do preço do petróleo bruto nesta semana levará o Brasil a aumentar os preços da gasolina no mercado interno, o que incentiva a produção de etanol e reduz a de açúcar.

Ao Notícias Agrícolas, Marcelo de Bonifácio Filho, analista da StoneX, ressaltou safra 2026/27 no Centro-Sul tende a começar com um mix mais direcionado ao etanol. Isso ocorre porque o biocombustível está mais competitivo em relação ao açúcar no momento, o que deve incentivar as usinas a priorizarem a produção de etanol pelo menos nos primeiros meses da moagem.

Marcelo também ressaltou que a evolução dos preços da gasolina será um fator importante para o mercado. Caso a Petrobras repasse a valorização internacional do petróleo para os combustíveis no Brasil, a tendência é de maior competitividade do etanol, o que poderia reforçar ainda mais um mix mais etanoleiro nas usinas.

No mercado global, o superávit de açúcar tem diminuído devido a revisões na produção, especialmente na Índia, mas ainda não há fundamentos suficientes para uma forte alta nos preços, já que o Brasil deve continuar ofertando volumes elevados ao mercado internacional.


 

Fonte: Notícias Agrícolas

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