Trigo despenca em Chicago no fim do mês e devolve parte dos ganhos recentes

Publicado em 30/04/2026 16:33
Após sequência de altas, mercado corrige com força enquanto fundamentos seguem no radar

O mercado do trigo encerrou esta quinta-feira (30), com forte queda na Bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros após a escalada registrada nos últimos dias. A pressão foi generalizada entre os principais contratos, indicando ajuste técnico diante dos níveis mais elevados atingidos recentemente.

O contrato maio/26 fechou a US$ 6,23/bu, com baixa de 184 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 6,36/bu, recuando 162 pontos, enquanto o setembro/26 terminou cotado a US$ 6,51/bu, com perda de 150 pontos.

Durante o pregão, os contratos chegaram a trabalhar com volatilidade, testando máximas mais altas antes de perderem força ao longo do dia, refletindo a saída de investidores e a realização de ganhos. Esse tipo de movimento é comum após períodos de valorização mais intensa, principalmente em um ambiente ainda sensível a fatores climáticos e à dinâmica global de oferta.

Mesmo com a queda no fechamento, os fundamentos que vinham sustentando o mercado não desaparecem. As preocupações com o clima em regiões produtoras do Hemisfério Norte seguem presentes e continuam sendo um dos principais pontos de atenção para o mercado internacional.

No Brasil, o cenário segue com sustentação nos preços do trigo em grão, impulsionado pela oferta restrita neste período de entressafra e pela necessidade de reposição por parte das indústrias. A postura mais firme dos vendedores também contribui para manter os valores elevados no mercado interno.

Ao mesmo tempo, a dinâmica da cadeia segue heterogênea. Enquanto o grão mantém sustentação, derivados podem apresentar comportamentos distintos conforme a oferta e a concorrência com outros insumos, o que exige atenção redobrada na leitura do mercado.

O fechamento do mês reforça um ambiente de volatilidade no trigo, em que movimentos de alta e correção acontecem de forma rápida. O acompanhamento próximo do cenário internacional e das condições internas segue sendo decisivo para orientar as estratégias de comercialização nas próximas semanas.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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