Trigo fecha com forte queda em Chicago e amplia volatilidade no mercado internacional

Publicado em 10/03/2026 16:43
Realização de lucros, vendas externas dos EUA e cenário global de grãos pressionam as cotações do cereal

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O mercado internacional do trigo encerrou a sessão desta terça-feira (10) com quedas expressivas na Bolsa de Chicago (CBOT), reforçando o ambiente de volatilidade que tem marcado o comércio global de grãos.

O contrato maio/26, referência atual do mercado, fechou a US$ 5,91/bu, com queda de 2,03%, recuando 122 pontos no dia. Durante o pregão, o vencimento chegou a trabalhar com máxima de US$ 6,04/bu e mínima de US$ 5,83/bu, evidenciando a pressão vendedora ao longo da sessão.

Entre os demais vencimentos negociados na CBOT, o movimento negativo também predominou:

➡️Março/26: US$ 5,84/bu, queda de 132 pontos
➡️Julho/26: US$ 6,03/bu, queda de 96 pontos
➡️Setembro/26: US$ 6,17/bu, recuo de 82 pontos

O movimento reforça a correção observada recentemente nas bolsas internacionais, após períodos de valorização.
Segundo análise divulgada pela Abitrigo, as perdas em Chicago estão associadas principalmente a realização de lucros por parte dos investidores, movimento comum após altas anteriores no mercado.

Relatório do Price Futures Group também destaca que o mercado de grãos segue bastante sensível à movimentação dos fundos e ao cenário macroeconômico global, o que tem provocado oscilações mais intensas nas cotações não apenas do trigo, mas também de outros grãos negociados nas bolsas internacionais.

Outro fator monitorado pelos investidores é o desempenho das exportações dos Estados Unidos. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicam que exportadores norte-americanos registraram vendas de 203,1 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 em uma semana, indicador acompanhado de perto pelo mercado para avaliar o ritmo da demanda internacional.

No Brasil, o mercado interno apresenta uma dinâmica diferente. Informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que as importações brasileiras de trigo recuaram para o menor volume registrado para o mês de fevereiro em 18 anos.

De acordo com o Cepea, essa redução nas compras externas tem contribuído para maior liquidez no mercado doméstico, já que parte da indústria tem recorrido com mais intensidade ao trigo nacional para suprir a demanda.

Mesmo assim, o comportamento das cotações internacionais segue sendo o principal direcionador do mercado. Dessa forma, operadores continuam atentos à movimentação dos fundos, aos dados de exportação e ao cenário global de oferta e demanda, fatores que devem continuar determinando o rumo das cotações do trigo nas bolsas internacionais.

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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