Trigo abre semana em queda na CBOT com pressão externa e mercado brasileiro cauteloso

Publicado em 23/03/2026 10:10 e atualizado em 23/03/2026 10:43
Contratos futuros recuam nesta segunda-feira (23) em Chicago, enquanto produtores acompanham oferta global e ritmo lento de negócios no Brasil

O mercado do trigo iniciou a sessão desta segunda-feira (23) em queda na Chicago Board of Trade (CBOT), mantendo o viés negativo observado nos últimos pregões em meio à pressão do cenário internacional.

Na abertura, o contrato maio/26 era cotado a US$ 5,86/bu, com baixa de 8 pontos, enquanto o julho/26 operava a US$ 5,99/bu, com recuo de 7 pontos. O setembro/26 iniciava o dia a US$ 6,13/bu, também com queda de 7 pontos, refletindo um mercado ainda pressionado nas primeiras negociações da semana.

Segundo análise, os futuros do trigo abriram em queda nesta segunda-feira, com continuidade das vendas observadas recentemente e ausência de novos fatores que sustentem uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo. O mercado segue reagindo à dinâmica global de oferta, que permanece relativamente confortável entre os principais exportadores, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Esse cenário mantém o trigo sensível ao comportamento dos fundos e ao ambiente macroeconômico, o que tem resultado em oscilações frequentes nas bolsas internacionais. A falta de novidades altistas, somada à competitividade entre grandes origens exportadoras, continua pressionando os contratos em Chicago.

No Brasil, o mercado físico segue com ritmo lento de negociações. De acordo com análises recentes de consultorias como a Safras & Mercado, compradores e vendedores mantêm postura cautelosa, com moinhos abastecidos no curto prazo e produtores mais retraídos, aguardando melhores condições de preço. Esse comportamento reduz a liquidez e mantém as cotações relativamente estáveis, mesmo diante das oscilações externas.

O início da semana reforça um ambiente de atenção para o produtor, com o mercado internacional ainda sem direção definida e o cenário interno dependente das movimentações externas e do câmbio para orientar novas negociações.

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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