Alta umidade eleva pressão de doenças fungicas para o trigo do Paraná, destaca Conab

Publicado em 21/07/2026 10:58

O plantio da safra de trigo 2026 está perto do final no Brasil e já chega a 97,4% do total previsto para essa safra de inverno. De acordo com dados de acompanhamento de lavouras da Conab, os trabalhos subiram dos 94,7% da semana passada e ficam a frente do registrado no mesmo período de 2025 (96,9%) e da média dos últimos cinco anos (95,5%).     

Até a última sexta-feira (17), a semeadura já havia sido concluída em Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, seguidos por Paraná (99%), Rio Grande do Sul (97%) e Santa Catarina (77,4%). Das áreas em campo, 6,3% ainda estão em emergência, 66,2% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 10,3% em floração, 11,8% em enchimento de grãos e 4,1% já está em maturação.       

Ao mesmo tempo, a colheita desta safra já começou, com os produtores goianos já tendo colhido 40% do total cultivado no estado e os mineiros já retirando 5% das lavouras do campo. No total da safra brasileira, apenas 1,3% foram colhidos, ficando atrás dos 2,4% de 2025 e dos 2,5% da média dos últimos 5 anos.   

Os técnicos da Conab destacam que as lavouras mantêm bom desenvolvimento no Paraná, com a alta umidade elevando a pressão de doenças fúngicas e manchas foliares em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a semeadura está perto do fim com a maior luminosidade beneficiando a emergência, o estabelecimento inicial e o desenvolvimento das lavouras. 

O plantio também avança em Santa Catarina, com lavouras apresentando boa germinação, emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo inicial satisfatório, favorecidos pela adequada disponibilidade hídrica e pelas temperaturas típicas do inverno.  

Na outra ponta das atividades, Goiás quase finalizou a colheita do trigo de sequeiro com produtividades pontualmente acima da expectativa inicial, enquanto as áreas irrigadas seguem em estádio reprodutivo e apresentando bom desenvolvimento. A colheita também se concentra no sequeiro em Minas Gerais, porém com produtividades muito baixas no Noroeste e abaixo do esperado no Triângulo Mineiro.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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