Trigo tem menor valor em 4 semanas em Chicago por negociações diplomáticas na Ucrânia
Por Tom Polansek
CHICAGO, 23 Set (Reuters) - Os contratos futuros de trigo ampliaram sua queda para o menor nível em quatro semanas na bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira, diante das expectativas de que os esforços diplomáticos possam amenizar as interrupções nas exportações do Mar Negro relacionadas à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, segundo analistas.
Os futuros do milho e da soja também caíram.
A Ucrânia e a Rússia, ambos grandes fornecedores de grãos, manifestaram interesse em um cessar-fogo limitado envolvendo alvos relacionados a grãos e energia, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Nova York.
Operadores do mercado afirmaram que uma trégua poderia levar à retomada do transporte de cargas, que está praticamente paralisado no Mar Negro, afetando os embarques de grãos russos e ucranianos.
As vendas técnicas também pesaram sobre os futuros, que recuaram após atingirem uma máxima em três anos neste mês, segundo analistas.
"O trigo é o mais atrasado no mercado de grãos, possivelmente mudando sua tendência de alta para uma de baixa, à medida que o suporte técnico está sendo rompido", disse Brian Hoops, presidente da Midwest Market Solutions.
O contrato mais negociado de trigo fechou em queda de 8,75 centavos, a US$7,085 por bushel.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, na terça-feira e afirmou que eles discutiram um cessar-fogo em alvos relacionados à energia.
Os futuros de milho e soja recuaram após se aproximarem de máximas de três anos nesta semana, com os operadores aguardando para ver se a cúpula EUA-China na quinta-feira impulsionará a demanda chinesa por safras americanas. A China é o maior importador mundial de soja.
"As negociações prévias com os chineses não deram nenhuma indicação de que algum acordo sobre grãos seja anunciado", afirmou a corretora Marex em uma nota.
O milho fechou em queda de 7,75 centavos, a US$5,29 por bushel, enquanto a soja caiu 7,50 centavos, para US$13,18 por bushel.