Consultor de mercado da ABCS traz perspectivas e desafios para a suinocultura brasileira no 2º semestre

Publicado em 19/08/2021 15:22 e atualizado em 19/08/2021 16:37
Segundo especialista, entre os principais desafios, os custos de produção seguem preocupando, ao lado da Peste Suína Africana no continente americano
Iuri Pinheiro Machado - Consutor de Mercado da ABCS

Podcast

Entrevista com Iuri Pinheiro Machado - Consutor de Mercado da ABCS sobre a Perspectivas para a Suinocultura

O segundo semestre de 2021 deve trazer desafios para a suinocultura brasileira, de acordo com o consultor de mercado da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Iuri Pinheiro Machado. 

Entre os pontos de atenção destacados pelo especialista estão a redução no ritmo de exportação, demanda interna, Peste Suína Africana no continente americano e os custos de produção. 

"Neste primeiro semestre as exportações foram aceleradas, com a China puxando bons volumes. Entre janeiro e julho, houve um aumento de 22% em volume no comparativo com o mesmo período de 2020. Sendo assim, é natural que haja uma desaceleração no segundo semestre, mas ainda assim esperamos uma alta de 11% no total exportado em 2021 em relação a 2020", disse. 

A melhora do consumo interno e, consequentemente, nos preços pagos ao produtor, está atrelada a uma melhora no cenário amcroeconômico, avanço no processo vacinal e retomada das atividades econômicas, assim como o período sazonal de festividades de fim de ano, em que a demanda pela carne suína aumenta. 

Apesar dessa perspectiva de melhora nos preços, os custos de produção não devem dar folga ao suinocultor, e a importação de milho deverá acontecer até, pelo menos, meados de 2022, com a entrada do cereal da segunda safra. "Além das medidas de amparo ao produtor que já foram concedidas pelo Governo Federal, até o final do mês a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deve conceder a isenção de PIS e Cofins para os produtores d eproteína animal que estão fora do sistema drawback", contou. 

Outro desafio, esse mais recente, é a aproximação do vírus da Peste Suína Africana (PSA) que foi detectada na República Dominicana. Machado pontua que a ABCS está promovendo webinars para orientação dos produtores e estabelecendo protocolos apoiados em três pilares principaias: fiscalização de postos, aeroportos e fronteiras; cuidado com a biosseguridade dentro da granja e a vigilância ativa dentro das propriedades.

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Ucrânia pode perder até metade do rebanho suíno em 2026 com PSA e crise de preços
Carne suína registra avanço no preço externo no início de fevereiro
Exportações de carne de frango ganham ritmo em valor no início de 2026
Como estão os custos de produção na suinocultura?