Futuros do milho têm fortes quedas nos últimos dias da semana e acumulam perdas de até 3,2%
A sexta-feira (15) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando novas movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Os analistas da Agrinvest destacam o dia de forte baixa para os cereais, apesar do petróleo operar com valorizações. “O milho seguiu o trigo e foi pressionado pelas frustrações envolvendo o acordo comercial entre Estados Unidos e China, que também colocava milho e trigo no pacote de possíveis compras”, diz a consultoria.
Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, acrescenta ainda o papel negativo do relatório de exportação dos EUA, em que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe número de embarques abaixo do esperado, e o dólar subindo ante outras moedas internacionais.
O vencimento junho/26 foi cotado a US$ 4,55 com desvalorização de 11,75 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,63 com perda de 11,25 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,81 com baixa de 10,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,95 com queda de 9,25 pontos.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (14), de 2,51% para o julho/26, de 2,37% para o setembro/26, de 2,09% para o dezembro/26 e de 1,83% para o maio/27.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram quedas de 1,04% para o maio/26, de 3,29% para o julho/26, de 3,09% para o setembro/26, de 2,53% para o dezembro/26 e de 2,27% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (8).
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), finalizaram as movimentações desta sexta-feira registrando movimentações no campo misto.
“Os contratos mais curtos buscam trabalhar em campo positivo, enquanto os mais longos ainda operam com perdas moderadas. O câmbio faz seu papel, com a valorização do dólar impactando as cotações da B3. Quanto maior o dólar, mais barato fica o milho brasileiro na conta da exportação”, avaliam os analistas da Agrinvest.
Na visão de Rafael, o mercado ainda trabalha com números positivos para a produção da segunda safra brasileira, com projeções na casa de 140 milhões de toneladas, o que também ajuda a trazer um sentimento baixista para as cotações neste momento.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 65,32 com alta de 0,18%, o julho/26 valeu R$ 66,80 com perda de 0,18%, o setembro/26 foi negociado por R$ 69,63 com perda de 0,24% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,32 com elevação de 0,04%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram perdas de 1,05% para o maio/26, de 1,17% para o julho/26 e de 0,13% para o setembro/26, além de ganho de 0,30% para o janeiro/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (8).
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucos altos e baixos neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apensa nas praças de Pato Branco/PR, Jataí/GO e Rio Verde/GO, enquanto encontrou desvalorização somente em Sorriso/MT.