Falta de indicação de compras chinesas do milho dos EUA pressiona mercado e Chicago cai até 3% nesta quinta-feira

Publicado em 14/05/2026 16:44
B3 acompanha movimento negativo e futuros do milho também recuam

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A quinta-feira (14) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando fortes movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) e recuando até 3,2%. 

Segundo a análise da Agrinvest, os cereais foram na carona da soja para também operar com fortes quedas, recuando mais de 2% neste pregão. 

“Alguns fatores pesam na balança com petróleo de lado, vendas semanais muito fracas para o milho e frustração com a ausência de sinalizações de compras chinesas para os cereais”, apontam os analistas. 

Por outro lado, na quarta-feira (13), a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma legislação que permitiria a venda nacional, durante todo o ano, de gasolina com 15% de etanol. O tema é altista para o milho, mas não foi capaz de trazer força ao mercado. 

“A falta de um acordo comercial para dar vasão às exportações do milho norte-americano e competir com a indústria interna esfria as expectativas no curto prazo”, avalia a consultoria. 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,51 com desvalorização de 15 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,67 com perda de 13,25 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,74 com baixa de 13 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,91 com queda de 11,75 pontos. 

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (13), de 3,22% para o maio/26, de 2,76% para o julho/26, de 2,67% para o setembro/26 e de 2,34% para o dezembro/26. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira também foi de movimentações negativas para os preços futuros do milho. 

De acordo com a análise da Agrinvest, os futuros do milho na B3 acompanharam o tom negativo no mercado externo e operaram em queda durante todo o pregão. 

“As maiores perdas seguem concentradas no vencimento julho, que marca a transição entre o milho de 1ª safra e a entrada mais forte da 2ª safra”, avaliam os analistas. 

No mercado físico os preços também seguiram pressionados. “Em Goiás, algumas regiões já acumulam queda de até R$ 4,00 por saca em relação ao mês passado. Com o avanço e a finalização da colheita da safra de verão, as cotações seguem sentindo pressão”, diz a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 65,20 com queda de 0,03%, o julho/26 valeu R$ 66,92 com perda de 0,33%, o setembro/26 foi negociado por R$ 69,80 com desvalorização de 0,43% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,29 com baixa de 0,03%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também recuou neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Sorriso/MT, Jataí/GO e Rio Verde/GO. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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