Argentina tem instrumentos necessários para manter política cambial, diz Guzmán

Publicado em 16/10/2020 14:30

BUENOS AIRES (Reuters) - O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, disse nesta sexta-feira que o país tem os instrumentos para manter a atual política cambial, apesar do colapso das reservas internacionais e da disparidade entre as taxas de câmbio oficial e informal do peso.

Falando em uma conferência de desenvolvimento de negócios, Guzmán disse que a taxa de câmbio oficial "representa a realidade argentina na frente comercial".

O banco central da Argentina adotou neste mês uma flutuação controlada da moeda local, o peso, acabando com sua estratégia atual de "desvalorização diária uniforme".

O peso no mercado informal, por sua vez, continuava enfraquecendo, à medida que a confiança diminuía. A moeda bateu uma mínima histórica de 175 pesos por dólar nesta sexta-feira, diferença de mais de 125% ante a taxa oficial.

"Geraram-se expectativas que explicam essa lacuna, mas não representam a realidade argentina", disse Guzmán em entrevista ao grupo de desenvolvimento empresarial local IDEA.

O ministro disse ainda que o país sul-americano, abalado por uma crise, deve convergir para o equilíbrio fiscal.

O governo está trabalhando com um déficit fiscal de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e uma recuperação econômica de 5,5%, de acordo com um esboço do texto do Orçamento.

(Por Eliana Raszewski)

Fonte: Reuters

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