Rússia usa nova geração de armas a laser na Ucrânia

Publicado em 18/05/2022 14:26

Por Guy Faulconbridge

LONDRES (Reuters) - A Rússia disse nesta quarta-feira que está usando uma nova geração de poderosas armas a laser na Ucrânia para queimar drones, utilizando algumas das armas secretas de Moscou para conter as muitas armas ocidentais fornecidas ao país vizinho.

O presidente Vladimir Putin revelou em 2018 uma série de novas armas, incluindo um novo míssil balístico intercontinental, drones nucleares submarinos, uma arma supersônica e uma nova arma a laser.

Pouco se sabe sobre as especificidades das novas armas a laser. Putin mencionou uma chamada Peresvet, em homenagem ao monge ortodoxo medieval Alexander Peresvet, que morreu em combate.

Yury Borisov, vice-primeiro-ministro encarregado do desenvolvimento militar, disse em uma conferência em Moscou que a Peresvet já estava sendo amplamente implantada e poderia cegar satélites até 1.500 km acima da Terra.

Ele afirmou, no entanto, que já existem sistemas russos mais poderosos do que o Peresvet que podem queimar drones e outros equipamentos. Borisov citou um teste na terça-feira que ele disse ter queimado um drone a 5 km de distância em cinco segundos.

"Se Peresvet cega, então a nova geração de armas a laser leva à destruição física do alvo -- destruição térmica, eles queimam", disse Borisov à televisão estatal russa.

Questionado se essas armas estavam sendo usadas na Ucrânia, Borisov declarou: "Sim. Os primeiros protótipos já estão sendo usados ​​lá". Ele disse que a arma se chama "Zadira".

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

EUA instam China a cumprir compromissos sobre terras raras e agricultura antes de reuniões entre Trump e Xi
Nasdaq se recupera, mas tem quarta queda semanal consecutiva
Ibovespa avança com aval externo; investidor aguarda Lula
Dólar fecha em alta com exterior e política econômica no radar em dia de dados de emprego nos EUA
Taxas dos DIs fecham em queda com política econômica no radar
Exportação de petróleo e café do Brasil tem novo recorde em outubro, aponta Secex