Em Chicago, grãos realizam lucros e fecham o dia no vermelho

Publicado em 03/08/2011 17:24
As cotações do complexo de grãos fecharam mais um dia em baixa na Bolsa de Chicago. Depois das altas desta terça-feira, lideradas pelo milho, o mercado tirou o dia para realizar lucros, uma vez que a subida de ontem, segundo explicam analistas, foi rápida demais. 

O declínio nos preços hoje foi reflexo dos problemas com a economia dos Estados Unidos que ainda causam temores aos traders que, por sua vez, acabam ampliando sua aversão ao risco e saindo do mercado de commodities. 

O que se pôde ver nesta quarta-feira foi um movimento inverso ao registrado pelos grãos ontem. Depois de firmado o acordo para o aumento do teto do endividamente norte-americano, os investidores entraram comprando expressivamente contratos principalmente de milho. Já hoje, com a situação ainda frágil em importantes potências mundiais, os agentes optaram pela realização de lucros e a venda de posições. 

De acordo com o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien, de Chicago, a atenção deverá se voltar para a forte volatilidade que deve continuar atuando no mercado até o dia 11 de agosto, data do próximo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Essa oscilação nas cotações se deve, em partes, por conta das muitas especulação sobre a produção e a produtividade norte-americana. 

No último mês, as lavouras de soja e de milho nos EUA sofreram com o calor excessivo e com a falta de chuvas. Sendo assim, a expectativa é de que o departamento reporte um menor índice de produtividade do cereal e até mesmo um volume menor da safra. 

Já no caso da oleaginosa, os analistas acreditam ainda ser cedo para que se estime uma redução, já que foi plantada com atraso e sua produtividade só será definidas nas próximas semanas e sua chance de recuperação é maior. 

Mesmo diante dos fundamentos climáticos, a princípio positivo para os preços, o mercado optou por deixá-los de lado e partir para a realização. Além disso, alguns analistas afirmam ainda que a demanda por milho pode começar a se deparar com um desaquecimento uma vez que os altos preços acabam repelindo os compradores, fator que também pressionou os preços nesta quarta-feira. 

"Uma produtividade tão baixa realmente apertará os estoques de passagem, mas também devemos ter em mente que a demanda começa a secar, quando os preços chegam acima do nível de US$ 7 por bushel", afirmou Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage. 

Confira como ficaram as cotações no fechamento da Bolsa de Chicago:

>> SOJA 

>> MILHO 

>> TRIGO

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Fonte: Notícias Agrícolas

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