Trigo amplia perdas em Chicago e inicia sexta-feira em baixa
Os contratos futuros do trigo operavam em queda nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (26) na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando as perdas registradas na sessão anterior em meio ao acompanhamento da oferta global e do avanço da colheita nos principais países produtores.
O contrato julho/26 era cotado a US$ 5,79/bu, com baixa de 11,4 pontos. O setembro/26 registrava US$ 5,90/bu, recuo de 11 pontos, enquanto o dezembro/26 operava a US$ 6,07/bu, com perda de 10,6 pontos.
No cenário internacional, o mercado continua monitorando o avanço da colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte e as perspectivas para a produção global, fatores que seguem influenciando a formação dos preços na Bolsa de Chicago.
No Brasil, as atenções permanecem voltadas para o desenvolvimento da safra de inverno, especialmente nas regiões produtoras do Sul. As condições climáticas ao longo das próximas semanas continuarão sendo determinantes para o potencial produtivo da temporada.
Além do mercado tradicional de alimentação humana e animal, o trigo também começa a ganhar espaço na matriz energética brasileira. O setor acompanha projetos voltados à produção de etanol a partir do cereal, alternativa que pode ampliar a demanda pelo produto e agregar valor à cadeia produtiva, principalmente em regiões com excedente de produção ou com trigo fora do padrão exigido pela indústria moageira.
Segundo informações divulgadas pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), o etanol de trigo desponta como uma oportunidade de diversificação para o setor, aproveitando grãos de menor qualidade para panificação e gerando, além do biocombustível, coprodutos destinados à alimentação animal.
Enquanto Chicago segue pressionada pelas perspectivas de oferta global, o mercado brasileiro acompanha tanto a evolução da safra quanto novas possibilidades de utilização do trigo, fatores que poderão influenciar a dinâmica da cadeia nos próximos anos.