O que esperar da próxima safra de trigo?
Publicado em 16/05/2012 11:19
Afinal o que esperar da safra atual de trigo? qual o panorama nas diferentes esferas do mercado? Vamos a uma síntese da AF News Análises daquilo que temos visto até então quanto ao mercado internacional, mercado argentino, custos de produção, qualidade, e mais pontos que corroboram para a definição dos preços de trigo.
No mercado internacional ainda teremos uma safra de estoques elevados, menores do que no ano safra atual porém ainda elevados. A super-safra de milho que se desenha afetará diretamente a demanda de trigo para alimentação animal. Entre os países vemos estoques russos baixos, com grande potencial exportador porém abaixo do ano safra atual. Sobra de trigo teremos na Índia, que pode abastecer mercado do Oriente Médio e nos Estados Unidos.
Na Argentina temos redução de área de plantio, primeiras estimativas apontam para produção de apenas 12 milhões de toneladas. Isso limita bastante a disponibilidade de trigo local e aumenta o potencial de elevação nas pedidas. Lembrando que o mercado interno argentino reserva 7 milhões de toneladas.
No Brasil consolidada a redução de área em 9,1% até então. Isso limita a produção em um ano seguinte à grande liquidação de estoques por leilões de PEP e PEPRO. Além disso temos câmbio valorizado, algo que melhora a remuneração das vendas ao exterior, porém aumenta custo de produção e preços pagos na importação, aumentando a paridade de preços interna.
Além disso temos já de pronto um cronograma de intervenção na comercialização por meio de PEPs e PEPROs, algo que dá segurança aos produtores. Única ressalva já levantada inclusive pela FARSUL, é de que os preços mínimos de trigos que não pão tipo 1 sofreram com a mudança dos preços mínimos. Um incentivo à melhoria de qualidade que poderia ter um viés negativo caso os produtores não creiam que possam atender a nova classificação do trigo.
De certo modo, de posse do cenário exposto neste momento a liquidez que já não foi um problema neste ano safra (graças ao apoio do governo) promete ser ainda melhor na próxima colheita. Dependendo sempre esta demanda interna ou externa, da qualidade do produto colhido, conceito reforçado na temporada atual e que já parece mais maduro na cadeia nacional do trigo. Mais um passo para um mercado interno mais sustentável.
No mercado internacional ainda teremos uma safra de estoques elevados, menores do que no ano safra atual porém ainda elevados. A super-safra de milho que se desenha afetará diretamente a demanda de trigo para alimentação animal. Entre os países vemos estoques russos baixos, com grande potencial exportador porém abaixo do ano safra atual. Sobra de trigo teremos na Índia, que pode abastecer mercado do Oriente Médio e nos Estados Unidos.
Na Argentina temos redução de área de plantio, primeiras estimativas apontam para produção de apenas 12 milhões de toneladas. Isso limita bastante a disponibilidade de trigo local e aumenta o potencial de elevação nas pedidas. Lembrando que o mercado interno argentino reserva 7 milhões de toneladas.
No Brasil consolidada a redução de área em 9,1% até então. Isso limita a produção em um ano seguinte à grande liquidação de estoques por leilões de PEP e PEPRO. Além disso temos câmbio valorizado, algo que melhora a remuneração das vendas ao exterior, porém aumenta custo de produção e preços pagos na importação, aumentando a paridade de preços interna.
Além disso temos já de pronto um cronograma de intervenção na comercialização por meio de PEPs e PEPROs, algo que dá segurança aos produtores. Única ressalva já levantada inclusive pela FARSUL, é de que os preços mínimos de trigos que não pão tipo 1 sofreram com a mudança dos preços mínimos. Um incentivo à melhoria de qualidade que poderia ter um viés negativo caso os produtores não creiam que possam atender a nova classificação do trigo.
De certo modo, de posse do cenário exposto neste momento a liquidez que já não foi um problema neste ano safra (graças ao apoio do governo) promete ser ainda melhor na próxima colheita. Dependendo sempre esta demanda interna ou externa, da qualidade do produto colhido, conceito reforçado na temporada atual e que já parece mais maduro na cadeia nacional do trigo. Mais um passo para um mercado interno mais sustentável.
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Fonte:
AF News
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