Soja: Fatores históricos indicam forte alavancagem nos preços agrícolas
Neste mesmo dia 14 de fevereiro do ano passado, o mercado de soja alcançava os preços mais altos do ano, a us$ 14,64 por bushel, seguido de uma forte correção, mas catapultando os negócios a uma nova alta - us$ 14,42 no dia 31 de março de 2011.
O motivo era pontual, uma provável seca, com redução na produção Argentina, que afinal não se confirmou e resultou numa modesta quebra para uma produção de 49,2 milhões de tons. Naquela oportunidade os Estados Unidos tinha colhido uma supersafra de 90,5 milhões de tons.
O cenário atual para a produção de soja sulamericana já computa perdas irreversíveis na ordem de cerca de 9,5/10,5 milhões de tons para o Brasil, 3/3,5 para o Paraguai e cerca de 5.0 milhões de tons para Argentina. São cerca de 15 milhões de redução na produção de soja na América do Sul. Some-se a redução de cerca de 7 milhões de tons da safra americana colhida em outubro pp.
Nesta mesma esteira acrescente-se as perdas de trigo nas safras de inverno do leste europeu. Historicamente este fator, pouco considerado, tem sido o estopim da formação de preços de exceção nos últimos 40 anos de produção agrícola mundial. O trigo ainda tem sua maior importância entre os grãos por ser alimento básico direto de subsitência e sua importância foi assim descrita no meu livro 'Como Lucrar Negociando Soja': "... somente duas moedas concorreram ao longo da história do mundo: o ouro e o trigo, usando o trigo em ambos os sentidos, literal e figurativamente, para representar os alimentos básicos principais. O trigo é até mesmo mais
sólido do que o ouro, pois sempre se pode comprar ouro com o trigo, mas nem sempre se pode comprar trigo com o ouro, já que pode não haver disponibilidade daquele grão no mercado".
Nos 70 e 80`s, quando viviamos perseguindo as informações do Bloco Soviético, em que uma verdadeira ´cortina de ferro` encobria esse tipo informação, o grande sinal do mercado era exatamente a situação das lavouras de trigo do leste europeu.
Foi este fator também o responsável pela grande volatilidade e determinante para a descoberta da soja na era moderna, que começou exatamente no ano de 1972, no mesmo cenário. Outros fatores não menos importantes compuseram o quadro de escassez; na época a falta de proteína de peixe que juntamente com o trigo ração sustentava os rebanhos, que atualmente são sustentados pela proteína vegetal da soja.
Estamos caminhando para o padrão de preços mais altista, pela impactante redução da oferta ou suprimento, o mesmo que estabeleceu o padrão do ano passado no intervalo de us$ 12,50 a 14,50 por bushel. O atual cenário indica a direção do mercado em testar o lado mais alto do padrão.
Não está descartado (no meu modelo) uma correção diária nestes 2 dias para, em seguida, acontecer uma retomada rápida dos preços.
Trigo - Trigo brasileiro para exportação tem comprador a US$ 260 e vendedor a US$ 270
Apesar da grande frustração com os prêmios praticados no leilão do último dia 10 de fevereiro, todo o lote de 155 mil toneladas disponíveis no Rio Grande do Sul foi adquirido pelas cooperativas e cerealistas e destinados à exportação. É que há outros valores em jogo, como a desocupação dos armazéns para o recebimento das safras de milho e soja, que proporcionam preços e taxas maiores, no momento.
A frustração com os prêmios apresentados pela Conab no leilão desta sexta-feira (10) não entusiasmou muito os exportadores, nem os moinhos. Distâncias de 250 km, por exemplo tem hoje um frete ao redor e R$ 30,00/tonelada e o prêmio de escoamento da Conab pagou apenas R$ 13,60, pouco mais de um terço, apenas, do valor efetivo de desembolso. “Se o objetivo do prêmio era cobrir os custos de escoamento, teria que cobrir os custos de escoamento” alegam, com razão, os vendedores. A média de distância dos locais de plantio/armazenamento no interior para o porto, tanto no RS quanto no PR, é de 500 km. O prêmio teria que ser, pelo menos de $ 30,00/ton ou um pouco mais. O preço em dólares está ao redor de US$ 260/tonelada (comprador) e US$ 270 (vendedor), neste momento. Multiplicado pelo valor do dólar desta data, R$ 1,715 (1,727), equivaleria a R$ 445,90 (449,02) nos portos de Paranaguá e Rio Grande e, no interior, a R$ 401,31 (404,12), sem o prêmio dos leilões.
Adicionados os R$ 13,60 reais por tonelada, obtidos com os prêmios do leilão desta sexta, o preço ficaria em R$ 414,91 (417,72), muito abaixo dos R$ 450,00 pagos nos mercados de lote.
1 comentário
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Vilson Ambrozi Chapadinha - MA
Estq semana estudo do impacto da seca na argentinano site agrositioda as perdas nas principais regioes na o rdem de20% .isto daria 10 mi ton.isto para soja de primeira.o restante plantado em jan 3mi de ha o frio do outono pode azedar as colheitas.com as perdas no br e a queda americana da 32mi ton.portanto acreditem no LEones.