Da crise à estabilidade do agronegócio, podemos garantir a segurança alimentar
Neste ano de 2011 com o tema – PREÇO DOS ALIMENTOS, DA CRISE Â ESTABILIDADE, a FAO leva ao debate junto a toda a sociedade as razões pela qual os PREÇOS DOS ALIMENTOS a partir de 2008 tenham contribuído para que aumentasse em 70 milhões o numero de pessoas que passam fome ao redor do mundo, hoje estimado em 925 milhões de pessoas, ou seja, mais de 13 % das pessoas que habitam o planeta terra sofrem com a desnutrição dado as circunstâncias de extrema pobreza em que sobrevivem e por consequência a ALTA DOS PREÇOS DO ALIMENTO o impedem de ter acesso a um prato de alimento todos os dias.
A volatilidade dos preços dos alimentos certamente sacrifica os mais pobres, no entanto todas as campanhas e programas de governos implantados para reduzir a miséria no mundo através da redistribuição de renda ao consumidor não têm impedido de aumentar em cerca de 125 milhões o numero de pessoas subnutridas nestes últimos 10 anos, o que leva a crer que a alta dos preços ao consumidor se deve ao fator da falta de alimento no mercado, e não simplesmente pela renda mínima do cidadão.
Segundo o tema da própria Organização das Nações Unidas para a Agricultura e alimentação deste ano de 2011, considera que a Alta dos preços dos alimentos ao consumidor é fator principal que impede o acesso das pessoas mais carentes a alimentação, esquecendo-se que a alta dos preços dos alimentos é provocada pela crise no abastecimento de certos produtos que deveria chegar até mesa do consumidor.
Devemos lembrar a todos, que as INSTABILIDADES no abastecimento de certos alimentos em dados momentos é provocado pelas intempéries climáticas, no entanto o que mais afeta o abastecimento é a volatilidade dos preços pagos ao produtor rural, que por sua vez direciona sua área de produção para outros setores produtivos de maior viabilidade econômica com o objetivo de garantir sua permanência na atividade agrícola e/ou pecuária sem correr o risco de comprometer o seu patrimônio.
A estabilidade dos preços dos alimentos esta ligado diretamente ao fator econômico de cada atividade produtiva do setor da agropecuária, e se considerarmos que DA CRISE À ESTABILIDADE DO AGRONEGÓCIO, PODEMOS GARANTIR A SEGURANÇA ALIMENTAR. Sendo assim os Governantes deveriam buscar um acordo GLOBAL para implantação de uma politica mundial assegurando ao produtor rural a viabilidade econômica na produção de cada alimento, seja de origem vegetal ou de origem animal.
Partindo do principio que só teremos a garantia do abastecimento dos alimentos levando em conta o fator econômico da produção agropecuária, a ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS poderá promover a ESTABILIDADE DOS PREÇOS AO CONSUMIDOR e a segurança alimentar a todos que habitam o continente.
Somente com o controle do custo de produção e a garantia de renda mínima ao produtor, teremos garantia de abastecimento, estabilidade dos preços dos alimentos ao consumidor e por consequência a segurança alimentar aos mais carentes.
Entre tantas campanhas em anos anteriores promovidas pela ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E ALIMENTAÇÃO que tiveram como temas abordando o MEIO AMBIENTE, a SUSTENTABILIDADE, a AGUA, a MISÉRIA e a BIODIRVERSIDADE, tenham sido mal interpretada por certos segmentos ideológicos que levaram ao confronto instituições ambientalistas e socialistas com o setor produtivo de alimentos, promovendo insegurança econômica e jurídica a milhões de produtores rurais sejam eles pequenos médios ou grandes produtores rurais que cultivam a terra.
Esperamos que a campanha com o tema: “Preço dos alimentos, da crise à estabilidade” não seja mais um prato quebrado em meio aos que vivem abaixo da linha da pobreza e mendigam por um pouco de alimento.
A imparcialidade no debate do tema já leva alguns segmentos a manifestar que “alimento não é mercadoria” por este motivo não devem ser transformadas em commodities comercializadas em BOLSAS DE MERCADO FUTURO, servido de especulação financeira, porém estes mesmos segmentos da sociedade não sabem que hoje a grande parcela dos alimentos tem sua produção financiada/custeada através das commodities.
È de conhecimento da FAO que muitos Países não têm se quer condições econômicas para disponibilizar recursos financeiros suficientes para financiar o custeio das lavouras e muito menos da pecuária dos seus produtores rurais, a exemplo citamos o Brasil, que apesar de toda POLITICAGEM DO CRÉDITO RURAL para disponibilizar recursos do Orçamento da União, o Governo não consegue financiar nem 30% da safra Brasileira, os demais 70 % é financiado com recursos da iniciativa privada e principalmente pelas commodities agrícolas comercializadas nas Bolsas de Mercadorias & Mercado Futuro. A imparcialidade do debate neste sentido pode levar a comprometer o financiamento da produção de alimentos e agravar ainda mais o abastecimento a nível mundial.
Sem garantia de preço pago aos produtores rurais não existe renda nem tecnologia que sustente a produção de alimentos, e na falta de alimento não existe redistribuição de renda de Programas de Governo que garanta a segurança alimentar aos mais carentes.
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