Clima de tensão diminui entre brasiguaios e sem-terra paraguaios
O comandante das Forças Armadas do Paraguai, Felipe Melgarejo, foi ontem (1º) ao Congresso para prestar explicações sobre os conflitos entre brasiguaios e sem-terra. Na audiência com os parlamentares, o militar disse que o governo pretende rever os procedimentos de medição das terras e comprometeu-se a buscar uma solução para o impasse.
Desde o mês passado, brasiguaios enfrentam a pressão dos sem-terra na região de Santa Rosa del Monday, no Alto Paraná. Para os sem-terra paraguaios, a área foi ocupada irregularmente, pois anteriormente estava previsto que ela seria utilizada para reforma agrária. No entanto, os brasileiros negam que as terras sejam irregulares.
No Paraguai, a delimitação de terras é submetida a uma legislação complexa. Mas as definições mas delicadas se referem às áreas de fronteira. A estimativa é que cerca de 350 mil brasileiros vivam em território paraguaio – a maioria é de agricultores.
A controvérsia envolvendo brasileiros e paraguaios é tema de reuniões diárias entre as autoridades dos dois países. A Embaixada do Brasil no Paraguai informou que o embaixador Eduardo Santos dedica-se nos últimos dias a conversar com integrantes do governo Lugo e parlamentares para encerrar a tensão.
No Brasil, o assunto é acompanhado pelo encarregado de Negócios do Paraguai no Brasil (o principal representante do governo em Brasília), Didier Olmedo.
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