Negócios com máquinas agrícolas ultrapassam R$ 405 milhões durante Expointer 2011
Existe a expectativa de que o Brasil precise expandir a produção de alimentos em 40% até o final da década para atender à demanda da população. A área disponível para o crescimento da produção, no entanto, não acompanha a exigência do mercado. O segredo está em aproveitar a produtividade das plantações atuais.
Com a tecnologia, segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Celso Casale, um agricultor familiar consegue aumentar em até cinco vezes a sua produtividade, em relação a um que não utilize máquinas. Quem faz a substituição por sistemas mais modernos, com máquinas de precisão ganha em cerca de 20%.
– O Brasil produz com um trabalhador para cada 23 hectares. Nos Estados Unidos, um trabalhador rural conduz 154 hectares de plantação. É preciso diminuir a necessidade de trabalhadores no campo – defende Casale.
Além de aumentar a produtividade, a mecanização das lavouras resolve outro problema: a falta de trabalhadores rurais. A capacitação do agricultor também é um desafio para quem fica no campo, com a competência para operar melhor essas novas tecnologias que chegam às plantações.
Com sistemas de piloto automático, GPS e acompanhamento de produtividade incorporados à implementos como tratores, semeadeiras, colheitadeiras e pulverizadoras, é possível controlar melhor a produção, gastando menos com sementes, defensivos agrícolas e outros insumos.
– Essas máquinas têm tanta tecnologia embarcada que é possível controlar quantas sementes são usadas na plantação e qual é a quantidade ideal de adubo para cada semente – explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Estado (Simers), Claudio Bier.
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