FAERN alerta para status da aftosa no RN
Na conversa, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Sérgio Ferreira Jardim, acompanhado do coordenador da Instituição, Plínio Leite Lopes, presidente da Faern, José Álvares Vieira, e diretores do Ministério no RN, alertaram o secretário Betinho Rosado sobre a problemática da febre aftosa no rebanho estadual. “Fizemos estudos e descobrimos que o status de risco médio poderá cair para desconhecido. E isso será muito prejudicial para toda a pecuária potiguar”, afirmou Francisco Jardim.
De acordo com o presidente da Federação da Agricultura, o governo precisa dar uma resposta rápida para essa questão. “Temos que discutir seriamente esses dados fornecidos pelo Mapa. A governadora e o secretário Betinho precisam se alertar com relação ao problema que poderá transformar o Rio Grande do Norte em uma ilha sem contato com outros estados. E não será apenas a pecuária que sofrerá com um possível rebaixamento de status. A fruticultura também sofrerá com essa notícia. A agricultura como um todo sofrerá”, enfatizou José Vieira.
Na reunião, o secretário Betinho Rosado se mostrou receptivo as propostas do Ministério da Agricultura e afirmou que trabalhos serão feitos para reverter o possível quadro negativo. “Iremos fazer um replanejamento para pautar as ações de combate a febre aftosa”, resumiu Rosado.
O Norte e o Nordeste precisam avançar
Neste mês o Ministério da Agricultura vai dar início ao cronograma para ampliar a zona livre de febre aftosa no País. Quatro estados passarão por novas auditorias no rebanho bovino: Pará, Piauí, Pernambuco e Maranhão.
De acordo com o Mapa, esses estados apresentam as melhores condições para a mudança no status sanitário para livre de aftosa com vacinação. “Estaremos, agora em fevereiro e março, analisando, por meio de auditorias, quatro estados que poderão sair desse patamar de risco médio. Com isso, esses locais darão um salto de qualidade. A nossa preocupação é o RN e a Paraíba (Outro estado atrasado com relação à febre aftosa) ficarem de fora. Lembramos que somos parceiros de todo os estados, e o Norte-Nordeste precisa avançar”, lembrou Plínio Lopes.
O cronograma prevê uma série de etapas após a comprovação de que as demandas do Ministério foram plenamente atendidas durante as auditorias. Na fase seguinte ocorrerá a investigação sorológica dos rebanhos. Este processo será realizado entre os meses de março e abril.
Em audiência pública Faern alertou sobre o problema
O problema da febre aftosa no rebanho do Rio Grande do Norte e a mudança de classificação no status de risco médio para risco desconhecido foram assuntos discutidos em audiência pública promovida em dezembro de 2011 na Assembleia Legislativa.
Na oportunidade, o presidente da Federação da Agricultura, José Vieira, alertou os diversos produtores rurais e autoridades do setor sobre a questão. “Fizemos esse alerta com o intuito de ajudar ao Governo. Espero que com essa reunião de hoje (07) nossas autoridades observem melhor a questão. Se o rebanho potiguar voltar para o nível de risco desconhecido (fato que já ocorreu no começo da década de 2000), os produtores não poderão mais comercializar os seus animais em outros estados e nem os rebanhos desses estados poderão entrar no RN”, finalizou Vieira.
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