Apesar do aumento da oferta do boi gordo para o abate durante a Copa do Mundo, os números ainda serão menores do que os de 2007
O abate total de bovinos em 2011cresceu 12,4%. Foram 4,871 milhões de cabeças contra 4,333 milhões em 2010. No ano passado 44,6% dos animais abatidos foram fêmeas e no ano anterior o percentual foi de 34,2%. O maior registro nos últimos 9 anos foi em 2006, quando 49,4 % do abate foi de fêmeas. O nascimento de bezerros caiu 3,5% de 2010 para 2011 e o rebanho de fêmeas aumentou de 2009 para 2010 de 4,7%. “A queda no nascimento de bezerro foi consequência da seca, morte de pastagem, cigarrinhas e outros fatores que diminuíram a oferta de alimentos, mas, o descarte de fêmeas poderia ter sido ainda maior, pois a função da vaca e procriar e vaca vazia tem que ir para o abate”, disse Vacari.
Segundo dados do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso), e levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o rebanho total de Mato Grosso cresceu 1,4% de 2010 para 2011. O rebanho de fêmeas subiu 1,2% e o de machos 1,8%. O estoque de machos disponíveis para 2012 é maior que 2011, mas, menor que 2010. A análise que a Acrimat faz é de que este ano será bem diferente dos outros e o mercado vai depender mais da demanda do que da oferta. “O cenário atual pode mudar caso a demanda cresça com a volta da Rússia e abertura de novos mercados e assim, vamos depender ainda mais da oferta de fêmeas, caso contrario a pressão vai aumentar”.
A projeção dos próximos 3 anos para o consumidor final continua a mesma: ele esta nas mãos do varejo e não do produtor. Nos últimos 6 anos o preço médio pago pela arroba do boi gordo no Estado de Mato Grosso acumulou uma valorização de 79,19% e no varejo o preço da carne vendida ao consumidor final teve um aumento de 186,75%. “O peso das mãos do varejo é muito grande na carne vendida ao consumidor e só quem compra é que pode dar um basta nesse peso injusto e desrespeitoso, pois se dependesse do produtor, o povo estaria pagando pelo menos 30% a menos pelo quilo da carne”, disse o superintendente da Acrimat.
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