Abates estão aquém da capacidade em MT
Publicado em 13/05/2011 11:15
Abates estão 55% aquém da capacidade instalada em Mato Grosso. Das 40 mil cabeças que podem ser processadas por dia, está em funcionamento estrutura para abater 18 mil. A realidade é resultado do fechamento de 17 plantas frigoríficas desde o início da crise, em 2008. Do total existente no Estado são 23 unidades operando. Prejuízos, porém, ultrapassam a redução de opção para o produtor porque das empresas que acionaram a Justiça e conseguiram Recuperação Judicial, apenas o Frialto está honrando o acordo e os pagamentos.
Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o frigorífico Quatro Marcos, por exemplo, não paga os credores desde outubro do ano passado e no próximo dia 16 uma assembleia geral de credores está marcada. A dívida com 273 pecuaristas do Estado chega a R$ 26 milhões.
De acordo com o advogado da entidade, Armando Biancardini Candia, a situação do frigorífico Arantes é ainda pior, visto que até hoje não foi acordada nenhuma modalidade de pagamento. Com relação ao Independência, Armando informa que esta semana a empresa publicou uma convocação para os interessados em arrematar bens do frigorífico que vão a leilão. "Em assembleia ficou definido que o pagamento estaria atrelado à venda dos imóveis da empresa. Caso a venda seja fechada, o dinheiro é depositado em juízo e distribuído aos credores".
Além da redução da capacidade de abate por causa do fechamentos, o superintendente da Acrimar, Luciano Vacari, ainda revela que as empresas existentes estão abatendo apenas 60% do total que é possível, ou em sistema de escala, para não pagar mais pela arroba pelo aumento da demanda.
Para o analista do Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea), Daniel Latorraca, a situação é delicada para o produtores que ficam sem opção de abate e se tornam reféns da indústria. O Sindicato da Indústria Frigorífica de Mato Grosso (Sindifrigo/MT) foi procurado para comentar o assunto, mas seus representantes não foram localizados.
Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o frigorífico Quatro Marcos, por exemplo, não paga os credores desde outubro do ano passado e no próximo dia 16 uma assembleia geral de credores está marcada. A dívida com 273 pecuaristas do Estado chega a R$ 26 milhões.
De acordo com o advogado da entidade, Armando Biancardini Candia, a situação do frigorífico Arantes é ainda pior, visto que até hoje não foi acordada nenhuma modalidade de pagamento. Com relação ao Independência, Armando informa que esta semana a empresa publicou uma convocação para os interessados em arrematar bens do frigorífico que vão a leilão. "Em assembleia ficou definido que o pagamento estaria atrelado à venda dos imóveis da empresa. Caso a venda seja fechada, o dinheiro é depositado em juízo e distribuído aos credores".
Além da redução da capacidade de abate por causa do fechamentos, o superintendente da Acrimar, Luciano Vacari, ainda revela que as empresas existentes estão abatendo apenas 60% do total que é possível, ou em sistema de escala, para não pagar mais pela arroba pelo aumento da demanda.
Para o analista do Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea), Daniel Latorraca, a situação é delicada para o produtores que ficam sem opção de abate e se tornam reféns da indústria. O Sindicato da Indústria Frigorífica de Mato Grosso (Sindifrigo/MT) foi procurado para comentar o assunto, mas seus representantes não foram localizados.
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Fonte:
Gazeta Digital
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