Milho: Em Chicago, mercado volta a testar ligeiras altas nesta 6ª feira com suporte das vendas semanais
Durante o pregão desta sexta-feira (9), as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a esboçar ligeiras altas. Às 12h51 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ganhos de 0,50 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 3,27 por bushel, enquanto o maio/17 trabalhava a US$ 3,56 por bushel. O dezembro/16 era negociado a US$ 3,39 por bushel.
Segundo dados das agências internacionais, as cotações voltaram a subir após o reporte do boletim de vendas semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na semana encerrada no dia 1 de setembro, as vendas de milho somaram 1.123,8 milhão de toneladas. Do total, em torno de 1.093,3 são referentes à temporada 2016/17 e o restante, de 30,5 mil toneladas, do ciclo 2017/18.
Mais uma vez, o número ficou acima das apostas dos participantes do mercado, que estavam entre 700 mil a 800 mil toneladas do cereal. Na última semana, as vendas totalizaram 861,6 mil toneladas de milho, sendo 214,1 mil toneladas do ano comercial 2015/16 e mais 647,5 mil do atual.
Além disso, os participantes do mercado ainda acompanham os reportes vindos dos campos americanos diante do início da colheita do cereal em algumas localidades. Em Illinois, importante estado produtor do grão no país, a colheita já está completa em 1% da área semeada nesta temporada.
Ainda nesta quinta-feira, a Farm Futures divulgou um levantamento e indicou a safra americana em 377,44 milhões de toneladas do grão neste ciclo. Já uma pesquisa realizada pela agência Reuters indica uma produção próxima de 381,71 milhões de toneladas. Em relação aos estoques, finais a perspectiva é que fiquem perto de 57,41 milhões de toneladas, contra a pesquisa, de 59,16 milhões de toneladas e o estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no mês anterior, de 61,19 milhões de toneladas.
Em meio a esse cenário, a perspectiva é que departamento americano revise para baixo a projeção para a safra americana em seu próximo boletim de oferta e demanda, que será reportado na segunda-feira (12). Ainda hoje, o órgão traz os números das vendas para exportação, importante indicador de demanda.
Mercado brasileiro
Na BM&F Bovespa, os futuros do milho operam em campo misto na sessão desta sexta-feira. As primeiras posições exibiam perdas entre 0,24% e 0,36%, com o setembro/16, referência para a safrinha, cotado a R$ 41,77 a saca. Já as posições mais alongadas testavam valorizações entre 0,49% e 1,13%. O janeiro/17 era negociado a R$ 42,12 a saca.
Enquanto isso, a moeda norte-americana era cotada a R$ 3,2631 na venda, com valorização de quase 2%, por volta das 12h39 (horário de Brasília). Segundo o G1, o movimento de aversão ao risco no exterior depois que a Coreia do Norte realizou novo teste nuclear e os dados fracos de inflação da China dão impulso à moeda.
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