Soja: Com compradores a postos, preços seguem em alta na CBOT; em Rio Grande, R$ 81/saca

Publicado em 05/01/2016 12:44
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Na sessão desta terça-feira (5), os futuros da soja seguem trabalhando do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago. As cotações subiam, por volta de 12h20 (horário de Brasília), entre 5,25 e 6 pontos, com o janeiro/16 - que sai da tela já nos próximos dias - valendo US$ 8,70 por bushel, enquanto o maio/16, referência para a safra do Brasil, em US$ 8,66 por bushel. 

Essas pequenas altas chegam após baixas significativas no pregão anterior e configuram, segundo explicam analistas, um movimento conhecido no cenário internacional como "turnaround tuesday", ou, a "reviravolta da terça-feira", e é bastante comum em momentos de comportamento técnico do mercado, com os traders ainda ajustando suas posições. 

E o mercado consegue sustentar essa recuperação mesmo após uma nova baixa registrada pelos principais índices acionários da China e o mercado ainda bastante avesso ao risco, buscando novamente o dólar em detrimento de ativos mais sensíveis, ainda de acordo com analistas.

"A soja busca um certo equilíbrio nesta terça-feira após testar e romper algumas baixas no gráfico desta segunda-feira. O que limita os ganhos, no entanto, são as melhores condições de clima na América do Sul", diz Bryce Knorr, analista de mercado e editor do site norte-americano Farm Futures. Para Paul Georgy, da consultoria internacional Allendale, "o mercado de grãos está sustentado, nesta terça, pela cobertura de posições por parte dos fundos após o intenso movimento de vendas desta segunda-feira (4)".  

Nas últimas 24 horas, boas chuvas chegaram à regiões importantes de produção no Brasil, principalmente no Nordeste do país e em Mato Grosso, maior estado produtor de soja. Além disso, os últimos levantamentos mostram ainda que na região Sul as precipitações já foram reduzidas e as condições devem se manter assim até a próxima semana e, na Argentina, as tempestades também vêm perdendo força. 

Ainda segundo Knorr, o mercado, além de acompanhar o clima na América do Sul e dar um grande peso a essa recente melhora das condições - embora o atual cenário ainda preocupe o produtor e exija bastante cautela, já que as chuvas parecem ainda não ter se consolidado onde são mais necessárias - haverá também as expectativas para os relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na próxima terça-feira, 12 de janeiro. 

"E isso ainda pode não ser suficiente para evitar o recuo sazonal de fevereiro", alerta o analista do Farm Futures. 

No Brasil

Enquanto isso, no Brasil, o dólar se mantém acima dos R$ 4,00 nesta terça-feira e continua sendo um diferencial na formação dos preços da soja, principalmente nos portos. E nesse caso, as cotações contam também com os prêmios fortes, que seguem positivos e trabalhando entre 18 e 45 centavos de dólar sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago. 

Assim, com a moeda norte-americana valendo R$ 4,01 por volta de 12h40 (horário de Brasília), os valores em Rio Grande mantinham o patamar dos R$ 80,00 por saca. O produto disponível, porém, perdia 2,41%, mas valia R$ 81,00, enquanto o futuro tinha o mesmo valor, no entanto, subia 1,25% nesta tarde de terça-feira. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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