Soja fecha com pequenas quedas na Bolsa de Chicago e nos portos do Brasil nesta 4ª feira
Com estabilidade no mercado internacional e do dólar frente ao real, os preços da soja no Brasil também registraram um dia de pouca movimentação nesta quarta-feira (24). Os negócios também pouco evoluíram, com os sojicultores ainda focados na colheita e aguardando os melhores momentos para virem a comercializar o que ainda resta da safra 2015/16 após elevados volumes vendidos antecipadamente.
Nos portos, os valores que mais cedo subiam acompanhando o avanço da moeda norte-americana, voltaram a recuar, também de acordo com o movimento do câmbio, o qual passou para o campo negativo no final dos negócios. O dólar encerrou o pregão com 0,15% de baixa e cotada a R$ 3,9568, após a máxima de R$ 4,009 e apesar do rebaixamento da nota de crédito do Brasil feito pela agência de classificação de risco Moody's.
Assim, o preço da soja disponível no terminal de Paranaguá fechou a quarta-feira em R$ 78,00, estável, enquanto caiu 0,63% para R$ 78,50 por saca em Rio Grande. Já as referências para as entregas maio e junho/16 ficaram em, respectivamente, R$ 77,50 e R$ 80,00, perdendo 0,64% e 1,36%.
Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja fecharam a sessão desta quarta-feira perdendo entre 0,50 e 2,25 pontos nas posições mais negociadas. O vencimento maio/16, referência para a safra brasileira, encerrou os negócios com US$ 8,72 por bushel, enquanto o julho/16 terminou o dia com US$ 8,78.
Além de uma tentativa de retomar seu equilíbrio depois do início agitado desta semana, o mercado ainda opera obedecendo o mesmo intervalo de preços dos últimos seis meses, como explica o analista de mercado Flávio França Junior, da França Junior Consultoria. Faltam ainda novidades que possam motivar os negócios a assumirem uma direção melhor definida.
Ao mesmo tempo, analistas internacionais acreditam que o mercado em Chicago também já dê mais espaço às especulações sobre a nova safra dos Estados Unidos e os números que chegam entre os dias 25 e 26, quinta e sexta-feiras pelo Agricultural Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Uma pesquisa feita pela agência internacional Bloomberg aponta um aumento, apesar dos baixos preços em Chicago, um aumento nas áreas de plantio tanto de soja quanto de milho. No caso da oleaginosa, o incremento esperado é da ordem de 0,7% em relação à temporada 2015/16 de 33,47 milhões para 33,71 milhões de hectares.
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