Frigoríficos pressionam cotações da arroba após ligeiro aumento na oferta de animais e dificuldade para escoamento da carne
A semana começou com pressão de baixa na arroba do boi gordo. A melhora na oferta e dificuldade no escoamento da produção na terceira semana do mês, abasteceu o estoque dos frigoríficos e diminui a necessidade de compra da indústria.
A escala de abate trabalha com média de 4 a 5 dias em São Paulo, afirma Alex Santos Lopes, consultor da Scot Consultoria. "A maioria das empresas que trabalham com a escala dessa dimensão são aquelas que possuem algum boi a termo sendo entregue, ou boiada de parceria, então quando dizemos aumento de oferta é em relação ao que vinha acontecendo em 2015, mas pontualmente dentro do ano devemos ter pouca oferta", considera.
A tendência, de acordo com o consultor, é que a pressão sobre a arroba continue na primeira semana do mês de junho. Dependendo "do volume de chuvas nos próximos dias" pode haver uma intensificação no volume de animais prontos no mercado.
"Grandes mudanças de cenário dificilmente devem acontecer, talvez uma melhora na demanda - pelo inicio do mês - possa levar uma redução na pressão baixista e um cenário tendendo para a estabilidade, mas de forma geral acredita-se que o mercado deve trabalhar com pressão nos próximos dias", avalia Lopes.
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O ciclo virou? O que pode mexer com o boi gordo?
domingos de souza medeiros Dourados - MS
Os frigorificos não vão conseguir grandes ou talvez nenhuma reducao por duas fortes razoes: o consumo interno nunca esteve tao bom (grandes filas nos acougues neste fim de semana em Dourados MS me obrigou a comprar carnes envelopadas na gondola) e clima extremamente favoravel (quente e umido).