Com a safra de bezerros a partir de março, pecuaristas tendem a aumentar oferta de animais terminados para fazer a reposição

Publicado em 17/02/2016 12:39 e atualizado em 17/02/2016 15:08
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Consultor acredita que queda nas cotações serão pouco expressivas com arroba se mantendo em patamares de R$150,00

O mercado do boi gordo segue com cotações firmes nesta quarta-feira (17). Em grande parte das praças brasileiras, a baixa oferta de boiadas, e a necessidade de recomposição das escadas têm impulsionados os preços.

Em São Paulo os negócios acontecem entre R$ 153,00 a R$ 155,00 a vista, mas o analista da Multitrade Assessoria em Mercados Futuros, Guilherme Reis, alerta para uma retração dos preços a partir de março, com um aumento na entrega de animais terminados.

"Temos que lembrar que os pecuaristas que vendem os animais no primeiro semestre normalmente são invernista, que criaram seus animais a pasto, então eles precisam vender os animais gordos para adquirir a reposição e dar seqüência ao ciclo", explica Reis.

O analista explica que não há projeções de aumento no preço da reposição, enquanto que o boi gordo vem valorizando nos últimos três meses. Com a melhora na relação de troca os produtores teriam uma boa oportunidade de compra neste momento, necessitando apenas da comercialização do boi gordo.

Essa necessidade de venda dos produtores deve elevar o volume de animais entre março e maio - período de oferta de bezerros -, e mesmo sem grande incremento, qualquer melhora na disponibilidade de boi gordo diante de um consumo enfraquecido pode trazer pressão as cotações.

Além disso, é preciso considerar - mesmo que em volumes menores - a entrada de fêmeas vazias nas escalas de abate. Reis acrescenta, no entanto, que a queda nas cotações serão pouco expressiva e, a arroba possivelmente se manterá em patamares de R$ 150,00/@.

“Quando começarmos a observar que as escalas estão se alongando, é um sinal de que está aumentando a oferta e chegou esse momento. Até lá o mercado é de alta, com escalas curtas”, pondera o analista.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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