Reação nos preços da arroba do boi começa tímida, mas já acontece em várias regiões produtoras
Abrindo de forma incomum, o mercado do boi gordo inicia esta semana com recuperação de preço em algumas praças. Com a disponibilidade de animais terminados limitada, as indústrias que precisam ir às compras acabam pagando mais.
Esse movimento reflete a melhora sensível da demanda neste começo de mês, que possibilitou reajustes nos preços da carne e consequentemente recomposição das margens de comercialização das indústrias.
Em São Paulo, no entanto, o preço de referencia se mantém em R$ 150,00/@ a vista, com tentativas de frigoríficos em R$ 148,00/@, mas sem efetivação de negócios, conforme explica o consultor da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes.
Segundo ele, nas últimas semanas a recuperação das margens ocorreu de forma expressiva. Indústrias que comercializam a carcaça, por exemplo, saíram de uma margem praticamente nula para "hoje operam com resultado acima de 19%, inclusive superando a média histórica".
E apesar do sentimento positivo de que os preços da arroba também possam retomar a curva crescente, já que a entressafra deve reduzir a oferta de bois e a aproximação com o final do ano possibilita a melhora na demanda, Lopes afirma que "para que consigamos vislumbrar um cenário de manutenção no poder de compra das indústrias, é preciso que o movimento de recuperação das margens seja consistente e regular."
Assim, será preciso acompanhar as reações do mercado também na segunda quinzena do mês, onde tradicionalmente o consumo de carne bovina é menor.
0 comentário
Oferta concentrada de animais justifica queda nos preços da arroba do boi, explica analista
Brasil exporta embriões zebuínos e impulsiona formação de rebanhos adaptados ao clima tropical
Pneumonia bovina é uma das principais causas de perdas produtivas em confinamentos
Concentração de oferta de animais favorece movimento de queda da arroba do boi
Boi/Cepea: Boi gordo se valoriza mais que vaca em 2026
Produção de ração no Brasil cresce 2,8%, para 90 milhões de toneladas em 2025