Frango vivo sobe 15% em uma semana com maior demanda interna e nas exportações, em cenário de oferta ajustada

Publicado em 26/02/2016 11:48 e atualizado em 26/02/2016 14:09
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Carne de frango é alternativa barata de proteína no mercado interno e tem grande competitividade nas exportações

Os preços do frango vivo no mercado independente subiram 15% na última semana, segundo levantamento do Cepea. Entre os principais motivos da forte elevação está à melhora na demanda interna e externa pela carne de frango, e uma redução na produção.

De acordo com a pesquisadora do Cepea, Camila Ortelan, em dezembro do ano passado os produtores, diante da expectativa de menor consumo no primeiro trimestre de 2016, reduziram a oferta de carne no mercado. De outubro para novembro, houve queda de 9,3%, passando de 864,7 mil toneladas para 784,5 mil toneladas; no mês seguinte, o recuo foi de mais 7%, para 729,9 mil toneladas.

"Neste contexto, as exportações também tendem a ser um pouco mais contida neste período, então diante desse cenário, já em novembro os avicultores reduziram significativamente o alojamento", explica a pesquisadora.

Além do enxugamento natural da oferta, o setor também enfrenta altos custos com a nutrição animal, o que também colabora para a redução na disponibilidade de animais neste inicio de ano.

Esses fatores combinados a potencializarão da demanda interna e externa, que não era esperada para esse período, foram fundamentais para a recuperação das cotações no mercado independente. De acordo com levantamento do Cepea, em São Paulo a média de preço para o quilo do animal vivo é de R$ 2,77.

Outro elemento importante é a tradicional retomada das exportações a partir de março. "Se observamos o mercado ajustado, esse possível aumento nas vendas externas deve manter os estoques alinhados ao consumo interno e externo", destaca Ortelan.

Vale ressaltar também que o aumento no consumo interno é reflexo na retração no poder de compra da população brasileira, que tem encontrado na carne de frango uma alternativa mais barata para o consumo de proteínas animais.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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