Com oferta apertada e São Paulo como único fornecedor, feijão carioca supera os R$200,00 e tem potencial para novas altas
A pouca oferta do feijão carioca no mercado e a demanda aquecida tem sido fatores importantes para impulsionar as cotações nos últimos dias. Em alta, a variedade nota 8 já supera os R$ 200,00 a saca de 60/kg, no interior de São Paulo.
"Esse feijão não existe na quantidade necessária para o momento. Nós consumimos em média 4,2 milhões de sacas ao mês, mas há uma disponibilidade - na melhor das hipóteses – de 1,7 milhões de sacas, então é por isso que os preços estão e vão continuar pressionados", explica o analista da Correpar, Marcelo Lüders.
Diante desse cenário, a expectativa é que os preços se mantenham em alta até o inicio da próxima colheita entre janeiro e fevereiro. Porém, Lüders ressalta que a disponibilidade de oferta na safra também será menor - se comparado a outros anos - por conta das intempérie climáticas que estão atingindo diversas regiões produtores do país, como Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande de Sul e Paraná.
Além disso, o analista lembra que a demanda deve ser crescente uma vez que em momentos de crise a população passa a restringir o consumo de supérfluos, substituindo pelos produtos básicos com arroz e feijão.
"Hoje ainda não temos o reflexo de tudo isso (alta) que está acontecendo nos últimos 45 dias no mercado do feijão, nas gôndolas, mas quando isso acontecer o impacto será forte e poderá estimular ainda mais a demanda", ressalta Lüders.
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