Em SC, produtores aumentam área cultivada com o milho e safra pode ficar próxima de 3 mi de toneladas

Publicado em 22/09/2016 11:09 e atualizado em 22/09/2016 12:54
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Área destinada ao plantio do cereal deverá ficar próxima de 300 mil hectares na safra 2016/17. A perspectiva é que também haja um incremento na produtividade das lavouras. Devido às geadas recentes, plantio registra atraso de 30 dias. Apesar do aumento na produção, estado ainda precisará importar 3 mi de toneladas para atender a demanda do setor de aves e suínos.

Na contramão dos anos anteriores, a área destinada ao milho na safra de verão em Santa Catarina deverá registrar um incremento de 2%. Na temporada 2016/17, em torno de 300 mil hectares serão plantados com a cultura no estado, contra os 280 mil hectares do ciclo anterior. A perspectiva é que haja um crescimento também na produtividade das lavouras, com isso, a produção deverá somar 3 milhões de toneladas do grão.

Além dos preços mais atrativos, o vice-presidente da Faesc (Federação de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina), Enori Barbieri, destaca que, a parceria realizada com o Governo do Estado incentivou a venda antecipada de milho e contribuiu para o retorno dos investimentos na cultura. “Voltamos a investir no cereal depois de 15 anos. E, em média, a redução na área era de 8% por safra. Os produtores tiveram a oportunidade de realizar negócios antecipados, com valores entre R$ 35,00 a R$ 40,00 a saca”, explica.

Apesar das projeções favoráveis, os produtores rurais enfrentam outro obstáculo no momento. A semeadura do grão já registra um atraso de 30 dias no estado devido às recentes geadas. Tradicionalmente, a semeadura tem início entre 15 a 20 de agosto e finaliza em outubro. “Os produtores esperam o término das geadas para darem continuidade aos trabalhos nos campos”, pondera Barbieri.

As previsões climáticas ainda indicam frio mais intenso e possibilidade de geadas até esse final de semana. Porém, por enquanto, o evento climático não trouxe prejuízo às lavouras cultivadas. “Tivemos mais perdas nas pastagens. Mas com esse atraso poderemos ter falta de chuvas em janeiro, momento importante de desenvolvimento do milho e, consequentemente, uma quebra na safra”, alerta o vice-presidente da entidade.

Demanda

E, apesar da perspectiva de aumento na safra de milho, o estado ainda precisará importar 3 milhões de toneladas do grão para atender a demanda da agroindústria. Nesse momento, os compradores já têm se abastecido do produto vindo da Argentina e dos Estados Unidos.

Em relação aos preços, a liderança ainda reforça que, o produto importado chega aos produtores do estado com valor mais baixo, também em função da recente queda do dólar. Já a saca do milho trazida de Mato Grosso, chega ao agricultor catarinense com valor de R$ 45,00. Cenário que mantém os custos de produção elevados aos granjeiros.

“Tínhamos o receio da falta de produto, mas, felizmente, com a safra dos EUA vamos conseguir chegar até janeiro e fevereiro de 2017, quando iniciamos também a nossa colheita. E no início do ano, o Paraguai também começa a colheita do cereal”, tranquiliza o vice-presidente.

No caso da qualidade do cereal, Barbieri ainda destaca que, a qualidade do cereal importado é boa. “Ao contrário do milho dos programas do Governo Federal que chegaram ao estado”, completa.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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