Tornado atinge região de Marechal Cândido Rondon (PR), danos nas lavouras de soja ainda serão avaliados
Um tornado atingiu no final da tarde da quinta-feira (19) o município de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná. De acordo com o Instituto Meteorológico do Estado (Simepar), o evento climático na região foi categorizado como um F1 - dentro uma escala entre F0 a F5 - com ventos de 115 km/h a 125 km/h.
Segundo o Simepar a tempestade foi intensa e de grande extensão, mas o tornado teve atuação breve e os maiores estragos foram registrados na região urbana do município. "Estima-se que mais de 25% da cidade foi atingida pelo tornado, onde muitas casas ficaram totalmente ou parcialmente destelhadas", explica o engenheiro agrônomo, Cristiano da Cunha.
Para essa sexta-feira (20) as previsões climáticas continuam indicando chuvas para a região, que podem alcançar até 70 mm e intensificar os danos causando pela passagem do tornado.
O levantamento preliminar da Defesa Civil indica que 1,2 mil residências e 200 estabelecimentos comerciais foram danificados pelos ventos, sem registro oficial de problemas na área rural do município.
"Tem lavouras que ficam próximas a cidade onde foi possível perceber que o vento causou danos - principalmente no milho -, mas para a cultura da soja ainda não conseguimos avaliar muito coisa ainda. No entanto, acredito que as áreas agrícolas não terão grandes danos por conta do tornado", considera Cunha.
Ainda assim, o excesso de chuvas nos últimos dias preocupa os produtores para o desenvolvimento de doenças, principalmente a ferrugem asiática na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem desde o início de junho até o momento totalizam 66 casos no Brasil - sendo 29 no Rio Grande do Sul e 17 no Paraná - contra 36 ocorrências no mesmo período do ano passado.
"Nesta safra estamos com chuvas continuas e volumes bastante expressivos em um curto espaço de tempo. Então estamos preocupados sim com a sanidade das lavouras e, nós da área técnica já estamos orientando os agricultores para que o manejo da soja seja diferente neste ano, porque os riscos para a ferrugem asiática são eminentes", alerta Cunha.
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