Em Ipiranga do Norte (MT), chuvas amenizam as condições das lavouras de soja, porém, perdas já são consolidadas

Publicado em 04/01/2016 11:07 e atualizado em 04/01/2016 12:37
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Na região, precipitações ainda seguem irregulares, mas contribuíram para amenizar as condições das plantações. Lavouras semeadas entre final de setembro e outubro tiveram perdas significativas. Parte dos agricultores ainda deverá investir na cultura da oleaginosa devido aos contratos feitos anteriormente. Plantio deve ser finalizado até dia 15 de janeiro no estado.

O retorno da chuva na região de Ipiranga do Norte (MT) amenizou as condições das lavouras de soja que vinham sofrendo estresse hídrico. O município é um dos mais afetados pela falta de chuvas e altas temperaturas no Estado.

O produtor rural, Gilberto Peruzi explica que as condições climáticas melhoraram nos últimos dias, mas ainda não são ideais para o bom desenvolvimento da cultura. Segundo ele as precipitações não ocorrem de forma generalidade e em grandes volumes, "de qualquer forma não temos registros de áreas que ainda continuam perdendo potencial produtivo", explica.

O retorno da chuva também minimiza o efeito das altas temperaturas na região que impedem o bom desenvolvimento das plantas. Ainda assim, os prejuízos no período de estiagem já foram contabilizados, sem chances de recuperação, especialmente para as áreas semeadas entre setembro e outubro.

"Porém as lavouras que foram plantadas a partir de novembro ainda têm chances de recuperação, porque não foram prejudicadas em todo o seu período de crescimento", ressalta Peruzi.

Na segunda quinzena de dezembro, o presidente do sindicato rural Valcir Batista Gheno do município, concedeu entrevista ao Notícias Agrícolas afirmando que devido a falta de chuvas cerca de 33% da área total do estado foram consideradas ruins ou péssimas, 41% regulares e apenas 24% em bom estado.

Segundo Peruzi, mesmo com a retomada da chuva a região ainda deve contabilizar perdas em torno de 30% por conta do grande estresse hídrico sofrido no inicio do plantio. "Agora o produtor irá analisar as áreas que precisam dessecar e as que não foram realizados o plantio para conseguir dar continuidade nos trabalhos de campo", destaca.

Peruzi afirma que os produtores aproveitarão a melhora climática para realizar o replantio da soja, uma vez que muitos precisam cumprir os contratos futuros com o grão. Caso o estado consiga nova prorrogação do plantio para 31 de janeiro - que já foi adiada até o dia 15 - o produtor acredita que os agricultores terão condições de realizar a semeadura e conseguir um potencial produtivo satisfatório.

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Por: Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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