Em Pato Branco (PR), agricultores iniciam colheita da soja precoce e rendimento está abaixo do esperado

Publicado em 07/01/2016 10:02
Rendimento médio das áreas está entre 40 scs a 50 scs/ha, contra as 60 scs/ha colhidas na safra passada. Chuvas excessivas e falta de luminosidade comprometeram o desenvolvimento das plantações. Saca é cotada a R$ 70,00/sc na região. No milho, variedade super precoce também sofreu com chuvas e há relatos de milho ardido. Preço é de R$ 30,00/sc e deve estimular a semeadura da safrinha de milho.

Os produtores da região de Pato Branco (PR) iniciaram nesta semana a colheita da soja precoce, e as primeiras lavouras não tem apresentado um bom rendimento.

Com a safra de grande chuvas e poucos período de abertura de sol, as plantas foram prejudicadas em seu desenvolvimento, produzindo abaixo do esperado. Segundo o presidente do sindicato rural, Oradi Caldato, o rendimento médio das áreas está entre 40 scs a 50 scs/ha, contra as 60 scs/ha colhidas na safra passada.

"O forte da colheita no sudoeste vai iniciar a partir do dia 20 de janeiro, que são áreas que estão sendo dessecadas neste momento", explica Caldato afirmando que a expectativa é de que a produtividades nas demais áreas sejam superior as lavouras precoces.

O clima na região ainda é chuvoso, mas com volumes menores do que ocorreu nas últimas semanas, ainda assim Caldato ressalta que é preciso restabelecer um período de estiagem para que as lavouras não registrem perdas mais expressivas.

Outra preocupação com o ambiente úmido é o desenvolvimento de doenças, principalmente a ferrugem asiática. Somente no Paraná, de junho até o momento foram registrados 103 casos da doença em lavouras comerciais, em função do grande volume de chuvas nos estados do sul.

No entanto, Caldato afirma que na região sudoeste do estado, os produtores estavam mais preparados nesta temporada 2015/16, por isso a ocorrência de doenças fungincas foi menos intensa.

Comercialização

Diante de cotações mais elevadas para a soja neste ano comercial, reflexo à valorização cambial, os produtores aproveitaram para realizar a comercialização antecipada.

Na região a saca da soja é cotada a R$ 70,00/sc, e se por um lado o dólar elevado colaborou para a composição dos preços no mercado interno, em contrapartida a taxa cambial tem sido maléfica para a formação dos custos de produção. Com isso, o presidente afirma que será preciso um bom rendimento das lavouras para garantir lucratividade nesta safra.

Milho

No milho, variedade super precoce também sofreu com chuvas e a falta de luminosidade, por isso já há relatos de milho ardido. Já as áreas mais tardias demonstram boas produtividades, entre 10 a 12 toneladas por alqueire.

Do lado da comercialização, o presidente afirma que a recente subida nos preços do milho favoreceram as margens do produtor, e devem ser um atrativo para o cultivo da safrinha. Na região o preço é de R$ 30,00 a saca.

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Tags:
Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • CESAR AUGUSTO SCHMITT Maringá - PR

    Apenas uma pergunta: Será que nessas condições a dessecação é bom negocio? Será que sabemos a diferença entre dessecantes e desfolhantes?

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  • SERGIO BOFF São João - PR

    Aqui no sudoeste do Paraná, onde choveu acima do esperado, a colheita está abaixo do que se previa..., agora imaginem no celeiro do Brasil, o MT, onde em algumas regiões não chove faz tempo... como será??!!..., esses atravessadores (que querem segurar o preço tanto do milho como o da soja) deveriam ir a campo e ver de fato como está a situação da agricultura, além dos preços dos insumos, fungicida e inseticida, tudo lá nas nuvens, enquanto que os preços dos produtos estão parados...., isso realmente é o Brasil, sem logística e sem alguém alguém que defenda - de fato - nossos agricultores.

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