Café: Após forte alta pela manhã, Bolsa de Nova York avança cerca de 10 pts nesta 5ª feira

Publicado em 22/09/2016 12:20
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Após subirem forte pela manhã, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registram valorização de cerca de 10 pontos nesta tarde de quinta-feira (22) as incertezas com a oferta do grão na próxima temporada com informações pessimistas sobre o potencial produtivo do Brasil na próxima temporada, mas também tem suporte do câmbio, que impacta diretamente nas exportações da commodity.

Por volta das 12h03, o contrato dezembro/16 registrava 156,70 cents/lb com 15 pontos de alta, o março/17 tinha 159,85 cents/lb com 10 pontos de avanço. Já o vencimento maio/17 estava cotado a 161,80 cents/lb com 30 pontos de valorização e o julho/17, mais distante, anotava 163,40 cents/lb com 35 pontos positivos. Apesar da leve alta, os vencimentos mais distantes chegaram a testar o patamar de US$ 1,65 por libra-peso mais cedo.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, as cotações do arábica no terminal externo avançam nesta quinta também em acomodação técnica. Essa é a quarta sessão seguida de valorização nos preços externos da variedade. "As bolsas para o café operam em alta em linha a baixa do dólar e em ajustes de posições", afirma o analista.

O dólar comercial dá sequência as perdas da véspera após a decisão do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa de juros do país. Às 12h, a moeda norte-americana registrava baxixa de 0,22%, vendida a R$ 3,2043. O câmbio tende a influenciar diretamente nas exportações do grão e, consequentemente, impactam nos preços externos do café.

Os operadores externos também seguem atentos a oferta global do grão diante de problemas que já começam a aparecer na safra 2017/18, que deve ser bienalidade baixa para a maioria das regiões produtoras do Brasil. "Em visitas pelas principais regiões produtoras já se percebe que a safra do próximo ano será entre 15% e 20% menor no arábica e no robusta por conta do clima. Isso se as condições se normalizarem. Do contrário, as perdas podem ser ainda maiores", o superintendente de comercialização da Cooxupé(Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), Lúcio Dias.

No mercado interno brasileiro, os negócios com café seguem lentos. O produtor ciente da realidade mercadológica espera melhores patamares para negociar mais ativamente suas produções. "O mercado interno do café deverá ter um dia lento, com negócios isolados e preços firmes", afirma Marcus Magalhães. Na quarta-feira (21), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 509,65 e queda de 0,89%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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