Agricultura de precisão é peça-chave para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Publicado em 27/01/2026 13:27 e atualizado em 28/01/2026 17:40
Por Niels Grabbert, CEO da Stenon

O Brasil enfrenta desafios estruturais no agronegócio, tais como extensas áreas agrícolas que exigem soluções em grande escala, padrões climáticos voláteis, que variam de estações chuvosas intensas a períodos de seca. Ainda existe uma forte pressão econômica para manter o retorno sobre o investimento (ROI) diante do aumento dos custos dos insumos, dos altos preços dos fertilizantes e do risco de uso ineficiente.

Os produtores, sejam eles pequenos ou grandes, precisam de uma solução escalável que não esteja vinculada a fluxos de trabalho demorados e seja adequada para vastas áreas agrícolas, uma maneira confiável de aumentar o ROI através de melhores escolhas de fertilização e acesso preciso ao nitrogênio disponível para plantação em tempo real.

Na região, os agricultores ainda carecem de métodos confiáveis, oportunos ou padronizados para determinar a quantidade de nitrogênio disponível para as plantas em seus solos. As abordagens atuais falham por diferentes razões: os dados chegam tarde demais e não detalham o suprimento de nitrogênio do solo, o que os torna menos eficazes para o planejamento proativo da fertilização.

As abordagens atuais incluem métodos baseados em SOM, estimativa de absorção de nitrogênio e amostragem tradicional do solo com análise laboratorial. Esses métodos funcionam como aproximações, uma vez que as medições diretas de nitrogênio são difíceis de implementar operacionalmente em escala. Como resultado, eles não oferecem informações em tempo real e relevantes para as culturas sobre o nitrogênio disponível para as plantas durante o ciclo de crescimento. 

É evidente que existem práticas sustentáveis comuns no Brasil e na América Latina que permitem aos produtores melhorarem a fertilidade do solo de forma sustentável, como a rotação conjunta com soja (safra principal/segunda safra) e bactérias fixadoras de nitrogênio. No entanto, em todos os métodos, o maior ponto cego é consistente: não há uma maneira confiável, rápida e escalável de medir o nitrogênio disponível para as plantas no solo e chegar a recomendações precisas sobre a quantidade a ser aplicada.

A agricultura de precisão é fundamental nesse cenário, pois fornece dados confiáveis, escaláveis e sob demanda sobre o nitrogênio — um requisito fundamental para o gerenciamento preciso da nutrição.

Os últimos estudos de caso brasileiros realizados pela Stenon — em todas as regiões onde atua — mostraram que há uma economia de 20 a 40% em fertilizantes nitrogenados, uma redução de 0,15 a 0,4 tCO2/ha na pegada ambiental e um aumento de 2 a 8% na produtividade com a implementação da análise do solo. 

A partir desses casos, é possível observar que a agricultura brasileira é voltada para o futuro, altamente inovadora e busca continuamente tecnologias que aumentem a rentabilidade e a resiliência. A América Latina tem solo fértil e as perspectivas para o futuro são infinitas. O Brasil é o lugar ideal para expandir os limites da inovação na agricultura com base na escala. 

A análise do solo permite que o agronegócio faça uma avaliação totalmente baseada em dados de onde as soluções podem gerar mais valor e onde a adoção é a escolha mais significativa. A decisão impacta os negócios e o cenário social. Nos próximos anos, a tecnologia evoluirá junto com a região e moldará o futuro da agricultura de precisão no Brasil e na América Latina.

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Por:
Niels Grabbert
Fonte:
Stenon

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