Realidades da Safra

Produtores avançam com plantio em regiões da nova fronteira da soja no RS, mas investem pesado em pesquisas

Novas tecnologias para o grande e também para o pequeno, basta testar antes, ensina o jovem César Busato, de LEM

Solos férteis e bem manejados em fazenda mineira garantem produtividades elevadas mesmo em condições adversas de clima

Márcio Santos conduz o foco da Bayer na sustentabilidade do agro brasileiro

Estiagem e altas temperaturas comprometem produção de campeão do Cesb em São Gabriel do Oeste-MS

Rotação Soja X Algodão potencializa aparecimento da Mancha Alvo e doença vem se tornando problema mais sério que a ferrugem em algumas regiões de MT

O especialista em proteção de plantas Valtemir Carlin destaca que a presença da mancha alvo em Campo Novo do Parecis (MT) é antiga, mas que o sistema de plantio de soja e algodão em segunda safra pode ser multiplicador da doença.

Isso ocorre porque ambos os cultivos são suscetíveis ao fungo, de forma que torna-se difícil controlar. As pragas se movimentam com bastante facilidade e o manejo de uma área pode influenciar no manejo do vizinho, de forma que todos têm de ter um conhecimento adequado para que ocorra tudo bem.

Os produtores precisam analisar o ambiente em que estão, as ferramentas de manejo, o monitoramento de lavoura, usando do maior conhecimento possível. Apostar somente em controle químico sem conhecimento pode não dar certo.

Para ele, o Mato Grosso tem o grande privilégio de contar com várias empresas de pesquisa que têm um bom conhecimento. As áreas são grandes e a informação de dois anos atrás pode não servir pra hoje.

Investimento em boas práticas diferencia produtores do PR em tempos de seca

A safra de soja 2018/19 no Paraná foi uma das mais imprevisíveis dos últimos anos. Os altos e baixos ao longo do ciclo de produção deixaram muitos produtores apreensivos com os resultados.

Contudo, esta situação também ajudou a destacar o trabalho daqueles que investiram nas boas práticas agronômicas.

Foi assim na propriedade de Márcia Piati. Professora de formação, Piati assumiu os negócios da família após a morte do pai em Céu Azul (PR).

Nas áreas pertencentes à produtora, foi desenvolvido um plano de recuperação das áreas e, até agora, 85% dos 430 hectares da propriedade foram recuperados. São mais de 1000 horas de máquinas trabalhando e um investimento que soma R$370 mil.

Esse investimento, além de recuperar as curvas de níveis, também colaborou para devolver ao solo a fertilidade levada pelas erosões. E isso já fez a diferença em um ano no qual tanto o excesso de água durante o plantio quanto a falta dela no enchimento de grãos foram sérios problemas na safra.

O Notícias Agrícolas também visitou o município de Santa Terezinha de Itaipu (PR), onde há outro exemplo de propriedade que investiu em boas práticas agronômicas.

Na propriedade de Juliano Gamba, foram cultivados 450 hectares de soja, com plantio entre 15 de setembro e 15 de outubro. Foram utilizadas cinco variedades bem distribuídas entre ciclos precoce, médio e longo, justamente para evitar plantas em um mesmo estágio de desenvolvimento e ainda testar o potencial produtivo destas.

Antes do plantio, análises de solo em todos os talhões garantiram a reposição adequada dos nutrientes. Houve, ainda, cuidado no tratamento de sementes e adição de inoculantes.

E o resultado se mostra em forma de lavoura que, apesar de terem recebido metade das chuvas que costumam ocorrer em dezembro e janeiro, ainda sim, conseguiram manter um bom potencial produtivo.

Sucessão familiar: "ok, diz o pai ao filho, vc agora está no comando, mas não se esqueça do lucro"

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Créditos das imagns: Mariana Grilli e Carlos Garcia
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