Diesel exige estratégia para garantir a próxima safra
Setembro e outubro são meses críticos para o agronegócio brasileiro, especialmente pela
proximidade do plantio no hemisfério sul e pela intensificação da colheita no hemisfério norte, movimentos que elevam a demanda global por óleo diesel. Em 2025, o Brasil registrou importação recorde de 17,3 bilhões de litros, crescimento de 20% em relação ao ano anterior, reforçando a importância de garantir o abastecimento para que máquinas e implementos possam operar no momento adequado. Em um cenário de juros elevados, fertilizantes mais caros e desafios com mão de obra, uma eventual escassez do combustível poderia aumentar ainda mais os custos e comprometer o planejamento das atividades no campo.
Esse cenário também evidencia a necessidade de reduzir, no longo prazo, a dependência do diesel no agronegócio. Associações de produtores, fabricantes de máquinas e implementos e demais representantes do setor precisam construir uma estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis e desenvolver equipamentos movidos a etanol de cana e etanol de milho, biodisel e outras fontes produzidas pelo próprio agro. Além de aumentar a autonomia e a segurança energética, essa transição pode reduzir impactos ambientais e transformar parte da produção agrícola em fonte direta de energia para o próprio setor. Para uma atividade cada vez mais dependente de previsibilidade, garantir combustível para plantar e colher precisa ser tratado como uma questão estratégica.
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