Mulheres no agro ampliam presença e fortalecem a gestão rural.

Marcelo Prado - CEO MPrado Consultoria
Publicado em 06/10/2026 16:28

As mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de decisores rurais identificados pela Serasa Experian no estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, apresentado pela Abag em outubro de 2026. O levantamento mostra uma presença feminina cada vez mais qualificada: entre as 311 mulheres entrevistadas na etapa quantitativa, 77% tinham ensino superior completo e 46% possuíam
pós-graduação. Em 2015, esses percentuais eram de 60% e 24%, respectivamente. Os dados também apontam menores taxas de inadimplência entre as produtoras e menor participação feminina nas ocorrências de trabalho escravo e desmatamento examinadas. Na minha avaliação, são indicadores que reforçam a importância de investir em conhecimento, planejamento e responsabilidade na condução dos negócios rurais.

A reflexão que proponho aos homens do agro é direta: o que podemos aprender com as experiências e as práticas de gestão dessas mulheres? Organização, disciplina financeira, capacidade de diálogo e atenção às pessoas são competências que merecem ser reconhecidas e compartilhadas em toda a cadeia produtiva. Homens e mulheres têm muito a aprender uns com os outros, e essa troca pode fortalecer decisões, equipes e resultados. Para avançar, precisamos transformar reconhecimento em oportunidades concretas de participação na administração das propriedades, na sucessão familiar e nos espaços de liderança. Também é fundamental ampliar o acesso à capacitação e valorizar o trabalho de quem contribui diariamente para o desenvolvimento do setor. O protagonismo feminino integra a evolução do agronegócio brasileiro e nos convida a construir uma gestão mais preparada, colaborativa e comprometida com a continuidade dos negócios.

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