Fala Produtor

  • Telmo Heinen Formosa - GO 13/01/2008 23:00

    O produtor já vendeu "MAL" muita soja da safra 2007/08... Publicada desta maneira, os leigos entendem que as vendas antecipadas ocorrem por simples "vontade" dos agricultores.

    Particularmente eu acho que 80 % da soja já comercializada o foi em troca de insumos para o plantio ou então para prorrogar dívidas e também para pagar arrendamentos etc... e, cujos preços não foram "escolhidos" pelos devedores.

    Portanto é falsa a afirmação de que o agricultor "deixou" de ganhar simplesmente. Ele se obrigou a concordar com preços sabidamente inconvenientes para a sua atividade e, não de que todo negócio fechado é bom para ambas as partes por ocasião da sua realizção porquanto a lavoura tem a premencia do tempo meteorológico, obrigando ao plantador concordar com o negócio as durs penas...

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  • Guilhermo A. Campos Zapelini Florianópolis - SC 13/01/2008 23:00

    FUNRURAL - ANDATERRA GANHA LIMINAR NA JUSTIÇANo último dia antes do recesso judiciário, em 19 de dezembro de 2007, a Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra - ANDATERRA obteve perante a 2ª Vara Federal de Florianópolis/SC, uma liminar que favorece todos os produtores rurais, pessoas jurídicas, do Estado de Santa Catarina.<br />

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    Trata-se da ação n.º 2007.72.00.013355-4 (SC) ajuizada pela andaterra em novembro de 2007, que cuida da devolução aos produtores do Funrural pago nos últimos 10 anos.<br />

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    O provimento liminar conquistado possibilita aos agricultores catarinenses (pessoas jurídicas) o depósito judicial do tributo (2,85% sobre a produção comercializada).<br />

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    Com esta decisão as empresas adquirentes e cooperativas estão obrigadas a recolher a contribuição judicialmente, em favor dos agricultores beneficiados que poderão, ao final, levantar os valores depositados, sem recorrer (ao menos neste período) ao malfadado precatório judicial.<br />

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    Para maiores informações os agricultores devem contatar a assessoria jurídica da ANDATERRA, em Florianópolis, nos telefones (48) 3025-2728, 3025-6662 ou 9156-0636 (DR. JEFERSON DA ROCHA).<br />

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    Veja na integra a decisão que concedeu a liminar aos agricultores catarinenses e concretizou em juízo mais uma vitória da ANDATERRA:<br />

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    "AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2007.72.00.013770-5/SC<br />

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    AUTOR : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DOS AGRICULTORES PECUARISTAS E PRODUTORES DA TERRA - ANDATERRA <br />

    ADVOGADO : FELIPE ZAPELINI CORDOVA <br />

    : FELISBERTO ODILON CORDOVA <br />

    : JEFERSON DA ROCHA <br />

    RÉU : UNIÃO - FAZENDA NACIONAL <br />

    : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS <br />

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    DECISÃO (liminar/antecipação da tutela) <br />

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    1. Trata-se de ação sob o rito ordinário em que a autora pede a antecipação dos efeitos da tutela para suspender a exigibilidade do recolhimento da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei 8.870, de 15 de abril de 1994, a qual denominada Fundo de Assistência do Trabalhador Rural - FUNRURAL, incidente sobre a comercialização dos produtos agropecuários do Produtores Rurais Pessoas Jurídicas (empregadores) estabelecidos no Estado de Santa Catarina (classe, categoria e associados da Autora) (folha 20). Alternativamente, pede seja facultado o depósito judicial, em conta vinculada a estes autos, do valor das parcelas da Contribuição devida. Pede, ainda, a autorização para reclamar a intimação das empresas comerciais exportadoras ou Cooperativas, quando recalcitrantes, ao cumprimento do que se conceder quanto às alíneas anteriores (folha 20). Em provimento final, pede a confirmação da antecipação dos efeitos da tutela e a declaração de inconstitucionalidade da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei 8.870, de 15 de abril de 1994, ou, subsidiariamente, a declaração de inconstitucionalidade da cobrança dessa contribuição dos produtos rurais submetidos à exportação, pela via indireta, através de Tradings, Empresas Comerciais Exportadoras e afins (§§ 1º. E 2º. do artigo 245 da IN MPS/SRP n.º 3, de 14 de julho de 2005) (folha 21). Pede, outrossim, a declaração de inexistência de relação jurídica e de obrigação tributária em relação aos produtores rurais empregadores, pessoas jurídicas, estabelecidos no Estado de Santa Catarina, e aos associados da autora. Em conseqüência disso, pede a condenação do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS à devolução dos valores pagos indevidamente nos últimos dez anos.<br />

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    2. A autora argúi a inconstitucionalidade da contribuição prevista no artigo 25 da Lei 8.870, de 15 de abril de 1994, a qual denomina Fundo de Assistência do Trabalhador Rural - FUNRURAL, em razão de: b) não haver sido criada por Lei Complementar, o que afrontaria o inciso I do artigo 154 da Constituição Federal; b) ter supostamente o mesmo fato gerador e incidir sobre a mesma base de cálculo da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS e da contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, o que violaria o parágrafo 4º. do artigo 195, combinado com o inciso I do artigo 154, ambos da Constituição Federal; e c) supostamente violar o princípio da isonomia entre as pessoas jurídicas que exercem atividades urbanas e as que exercem atividades rurais, uma vez que as primeiras não estão sujeitas ao pagamento dessa contribuição, bem como entre as próprias pessoas jurídicas que exercem atividades rurais, porquanto, em relação às agroindústrias, a contribuição haveria sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Como tese subsidiária, argúi a inconstitucionalidade dos parágrafos primeiro e segundo do artigo 245 da Instrução Normativa 3/MPS/SRP, de 14 de julho de 2005, segundo os quais a imunidade tributária de receitas decorrentes de exportação só ocorre quando a produção é comercializada diretamente com adquirente domiciliado no exterior. Ao restringir o conceito de receita proveniente de exportação, desconsiderando os casos em que a exportação ocorre de forma indireta, por intermédio de empresa exportadora, esses dispositivos contrariariam a intenção do constituinte de incentivar a exportação e estabeleceriam distinção não-prevista no inciso I do parágrafo segundo do artigo 149 da Constituição Federal. Junta procuração e documentos, às folha 22 a 72. Comprova o recolhimento das custas, à folha 77.<br />

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    Decido.<br />

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    3. O depósito suspensivo da exigibilidade do crédito tributário é direito do contribuinte, nos termos do artigo 151, inciso II, do Código Tributário Nacional.<br />

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    4. Em face do exposto, defiro o depósito do montante integral do débito, conforme requerido, com a conseqüente suspensão de sua exigibilidade.<br />

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    Citem-se. <br />

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    Intimem-se.<br />

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    Florianópolis, 29 de novembro de 2007.<br />

    Carlos Alberto da Costa Dias <br />

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    Juiz Federal"

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 10/01/2008 23:00

    O pepro pifouuuuuu ou vai pifarrrr????<br />

    Nos aqui de Coromandel estamos recebendo o pepro apenas para os cafés comercializados com a Cooxupe, mostrando mais uma vez que realmente esta cooperativa esta totalmente voltada para os interesses do cafeicultor e da cafeicultura. Mas outras empresas estão enrolando para mandar as notas de exportação dos cafés que ja foram vendidos a mais de 4 meses. Sabemos que a data limite para sermos contemplados com o pepro é ate 30 de junho de 2008 para venda, e ate outubro de 2008 para que a conab receba toda a documentação. então esta parecendo que estas firmas exportadoras estão enrolando para mandar estas notas para que o produtor não receba o premio.<br />

    Vamos abrir os olhos.<br />

    Façam como a Cooxupe que demonstrou ser exemplo no repasse destes premios.

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 10/01/2008 23:00

    Vamos amigos cafeicultores dar o nosso grito. Ajudem a salvar a nossa atividade, chega de sermos colocados como caloteiros, chorões, pois lagrimas não temos mais

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  • Carlos Andre Ruete Ayusso Luis Eduardo Magalhães - BA 10/01/2008 23:00

    Olá Cafeicultores!!! Muito bem colocada a opinião do Sílvio. Não há cultura que resista tanto tempo de péssimos resultados para o produtor como vem ocorrendo com o Café, o qual chegou até aqui apenas por paixão(A qual pode acabar em desilusão se continuar-mos nos atuais níveis de renda para o produtor).

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 09/01/2008 23:00

    POR FAVOR AMIGOS DO NOTICIAS AGRICOLAS, COMENTEM SOBRE ESTA SECA EM NOSSA REGIÃO AQUI NO CERRADO MINEIRO E SEUS EFEITOS SOBRE O DESENVOLVIMENTO VEGETATIVO DO CAFÉ PARA A SAFRA DE 2009.

    PEÇAM PARA O JOÃO BATISTA OLIVI COMENTAR AO VIVO ESTA NOSSA PREOCUPAÇÃO, POIS SE EM 2008 EXISTE AINDA INDEFINIÇAO SOBRE A SAFRA BRASILEIRA DE CAFÉ, COM ESTA ESTIAGEM COM CERTEZA A SAFRA DE 2009 JA ESTA COMPROMETIDA

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  • Silvio Marcos Altrão Nisizaki Coromandel - MG 09/01/2008 23:00

    Boa tarde cafeicultores de todo o brasil. Caros amigos exportadores não sejam inocentes em se preocupar com 2008, pois este ano já esta definido, se não faltar café a oferta vai ser bem apertada!!!!!

    Nós produtores já estamos preocupados com 2009, pois será naturalmente um ano de safra baixa (bianualidade) e para piorar a situação nós aqui do cerrado mineiro estamos enfrentando a maior seca já registrada, estamos no mês de janeiro e não tivemos chuvas suficientes para adubar as nossas lavouras. Para quem tiver curiosidade, entreviste qualquer produtor da nossa região (alto Paranaíba) e constatarão que na média fizemos apenas 2 ou 3 adubações nos cafezais, e o que esperar para frente???

    Esperar que o mês de fevereiro tenha chuvas suficientes para suprir a demanda é improvável.

    As lavouras já estão com o seu crescimento vegetativo para a próxima safra comprometido, ou seja, além da bianualidade natural do café, em 2009 teremos os efeitos da seca de 2008.

    Resumo da ópera, se para 2008 temos duvidas sobre o abastecimento de café, tenham certeza que para 2009 a certeza é uma só, vai faltar café mesmo!!!

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  • Telmo Heinen Formosa - GO 09/01/2008 23:00

    o melhor remédio contra os preços ALTOS são os preços altos e o melhor remédio contra os preços BAIXOS, são os preços baixos. Basta aguardar o mercado agir, se a economia for livre, naturalmente as coisas se resolvem

    Bem feito para os que acreditaram (induzidos pelo noticiário parcial e falacioso) de que o açúcar ficaria "eternamente" com preços acima de 20 dólares (50 kg), álcool de 1.000 dólares por m3 e aqueles que investiram milhões em Fábricas de Biodiesel, crentes que o óleo de soja nunca mais teria um preço acima de 65 a 70 dólares por barril, abaixo do petróleo - imagina! Como foram "tolos" (Hoje o barril do óleo de soja = 159 litros de óleo "purinho" passa dos 150 dólares, caminhando para um dólar o litro).

    Quando os americanos "decidiram" fazer álcool a partir do milho, o objetivo primordial era fazer o preço do milho SUBIR. Em 2005/06 quando nós fazíamos lobye, escrevendo na internet, dando entrevistas na Televisão, pressionando os parlamentares etc... para tornar possível o uso de óleo de soja para fazer biodiesel, evidentemente nosso objetivo era fazer os preços do óleo e da soja SUBIR!

    Vivas! Conseguimos! (Não entendo agora o porquê da estranheza de muitos...)

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 08/01/2008 23:00

    Minha sugestão para mais debates, é sobre a omissão do governo no financiamento da produção, o que obriga os produtores a se " entregarem " muito cedo para as multi nacionais, fixando seus preços lá em baixo e depois ficando nas lamentações. Este é o terceiro ano consecutivo que acontece isso !

    Em seguida vem, o pior. Diante de tamanhos prejuízos o produtor começa a parafusar para não entregar o produto, indo parar tudo na justiça, fazendo a festa dos Advogados.

    Ai eu pergunto: Se é verdade que, quando uma multi compra aqui vende no ato lá em Chicago, ficando só com a diferença e deixando os lucros para as Fundações, grandes Fundos de Pensão, Bancos, especuladores em geral, então ela ficaria com o prejuízo com a não entrega da soja ?

    Assunto para debate !

    A propósito, seria possivel alguem avaliar o montante desses prejuízos ? Vou tentar em outra oportunidade, somente no caso do MT, onde afirmam que, mais de 60% da safra foi vendida antecipada na média de US$ 12,00 dólares por saca e ela está hoje a US$ 20,00.

    Waldir Sversutti

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  • Cristiano Padro Brasília - DF 08/01/2008 23:00

    Alguém poderia me explicar uma coisa? Como podem dar espaço para esse Sr. Nivaldo... não há nenhum produtor de biodiesel filiado à ABIODIESEL. Essa é então uma associação de quê???

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  • Gert Roland Fischer Joinville - SC 08/01/2008 23:00

    Colega Fendel. O debate no Canal Rural desta 3a. feira as 21:30 horas, foi uma grande atrapalhada dos homens do Governo, principalmente do ex-presidente da Petrobrás o Senhor Oziris, que deu um deslize ético indesculpável, quando mandou o programa ir adiante, exatamente no momento em que você - Fendel - desejava mostrar os balanços energéticos dos OVN e o hidrogênio. O Oziris ficou apavorado e para não mostrar ignorância, fugiu do debate covardemente.

    Se o programa destinava-se confrontar OVN com o Biodiesel e Álcool o coordenador do evento, o João não dividiu equitativamente o tempo pois de um lado estava o Eng. Fendel e de outro os demais com o Telmo e outros dois telespectadores que entraram por telefone, instigando e apoiando as suas colocações. Para o Ricardo em Brasília era dado todo o tempo, para o Oziris também, para o Presidente dos produtores do B100 o tempo também foi curto.

    O programa foi um balaio de gatos. Tenho a impressão que os telespectadores que não sabem exatamente do que estava se tratando, o que não é o caso do grupo do Biocom, pouco entenderam ou ficaram confusos.

    Em 4 de Novembro de 1979 o ITA lançou o primeiro carro a álcool no Brasil e esse fato histórico foi em Joinville por ocasião da 3a. conferência Nacional de Meio ambiente e alternativas energéticas evento que coordenei com a ABPPOLAR de São Paulo, presidida na época por Randolfo Marques Lobato jornalista do Estadão.

    Não se pode entender como é que esses funcionários temporários do Governo Federal (ministros e chefinhos) se bandeiam tão facilmente para outros lados, quando defendiam posições exatamente opostas ha tempos passados.

    O que se notou foi o previlegiamento da industria dos motores aliada aos produtores de combustíveis fósseis que não tem interesse econômico de mudar os motores para os óleos que estão sendo colocados a disposição pelo Sol + plantas + fotossíntese + solo.+ água.

    Deixar para trás um motor a álcool que poderia ter sido aperfeiçoado para andar mais de 22 km com um litro de álcool e transformar o motor a gasolina num arremedo de motor flexível para dois combustíveis, foi a melhor demonstração de atrelamento mensaleiro dos funcionários do Governo federal com as indústrias.

    Os nossos ministros precisam sempre encontrar desculpas esfarrapadas pelos desatinos ditos no exterior pelo presidente Lula-Lá e pouco cá, e que não convencem mais ninguém. O carro flex foi construído sem grandes pesquisas, para atender a exportação tudo a pedido dos países que estão mudando a matriz energética automotiva. Estamos permitindo um escândalo desses para beneficiar os estrangeiros novamente e virando as costas para todo o patrimônio tecnológico que já desenvolvemos no pais com nossos competentes cientistas e pesquisadores das energias alternativas.

    Ficou patente na discussão de ontem a noite, um grande jogo de interesses com negócios particulares e dos bandos do governo, arquitetados na opacidade contra os interesses do povo brasileiro no momento em que se aventou que o Brasil é um Estado extremamente regulamentador, o que coloca amarras fortes impedindo a liberdade e a livre iniciativa. É o caso dos combustíveis no Brasil identificado pelos mensaleiros no poder, que querem concentrar para auferir dessa concentração lucros e verbas para campanhas eleitorais que as mantenham no poder. Democratizar as energias limpas como seria o caso das mini usinas energéticas alternativas iria atrapalhar os interesses dos bandos que saqueiam o erário e colonizam as instituições do executivo.

    A democracia aliada às doses mais expressivas de cidadania não interessam obviamente com agricultores fortes, independentes produzindo energia limpa em suas propriedades alavancando a economia não ao léo dos ventos das negociatas, mas na administração total dos recursos naturais com uma base ampla, incluídas socialmente com grande poder de decisão podendo interferir fortemente nas administrações publicas e legislativas.

    Mas não é esse o pais que os bandos políticos querem. Temem esses tipo de organização socioeconômica e ambiental sustentável. Tem medo de pessoas que pensam e que não precisam bolsa família. Ai o poder burro corre risco de não se manter estável.

    O programa nas entrelinhas mostrou um Fendel de um lado, patriota, defensor dos agricultores em todos os níveis, não só os do MST, mas também os extrativistas, os familiares, os fazendeiros e os plantadores de oleaginosas perenes que impedem o desmatamento para implantar pastagens pouco rentáveis, como seria o caso do DENDÊ que sequer foi comentado no programa.

    Valeu a intenção do Canal Rural e parabenizo o João pelo esforço que tem demonstrado em trazer para os telespectadores um jornalismo diferente, instigador, mais cidadão e mais democrático. Não posso deixar de elogiar o colega Telmo Heinen de Formosa-GO, pela participação que tem tido no Canal rural e no programa de 3a. feira.

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  • Waldir Sversutti Maringá - PR 08/01/2008 23:00

    Tentando responder as dúvidas do Sr. João Seiki de Alta Floresta, MT

    Soja – Teremos preços muito bons na soja durante todo o ano de 2008, porém os preços de hoje em reais não se sustentarão na safra: 1 - Porque as empresas já estarão recebendo soja para moerem durante todo ano sem terem que comprar (fechamento durante o ano) então porque comprar ?

    2- Porque a paridade de exportação no dia de hoje, não fecha. O preço de mercado interno está R$ 5,00 acima. Como virá a oferta e a exportação, logicamente vai cair durante a safra. É aquele velho filme, durante a colheita tira-se o couro ou o escalpo do produtor que precisar de dinheiro. Portanto, quem precisar de dinheiro na safra, venda agora ( U$ 20,00) na região de Rondonópolis ou só em setembro em diante, ocasião em que, como escrevi ontem, deve-se fixar o preço da colheita de 2.009. Dai em diante o biodiesel é que vai sustentar os preços da soja e a produção no Brasil terá aumentado tremendamente.

    Falando nisso, hoje é o dia histórico dos preços da soja, porque no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago desta madrugada ela ultrapassou, pela primeira vez em 35 anos, a barreira dos US$ 13,00 por bushel. Só em 1973 é que ela se aproximou disso. US$ 477,69 / Ton ou 28,66 US$ por saco nos portos.

    Arroz – Só plantaram arroz neste ano os irrigantes do RS e TO, mais alguns que abriram áreas novas no Norte e Nordeste do Brasil. Ao lado, uma entrevista sobre a falta de arroz nas beneficiadoras do MT. Se ainda assim o seu preço não passa dos R$ 35,00 a saca, o que imaginar durante a colheita: O preço, provavelmente, cairá para algo em torno de R$ 20,00 a saca, para voltar a subir só no segundo semestre. E tem mais: O povo está deixando de comer arroz, ou , como eu, diminuindo a quantia diária. O consumo realmente está diminuindo.

    Feijão – Está com preços de café beneficiado, mesmo sendo um produto que se colhe em 90 dias. Algumas variedades produzem com menos. Ainda que seja para vende-lo a R$ 70,00 ou 80,00 a saca durante o ano acho interessante planta-lo (com inoculantes na semente)

    Waldir Sversutti

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  • Antonio dos Santos Uberlândia - MG 08/01/2008 23:00

    Sou pequeno pecuarista no estado de Goiás e há aproximadamente 15 anos faço abates de pequenos lotes em frigoríficos diversos, embarcando de 18 a 36 bois a cada abate negociado. Durante os primeiros 10 anos ficava satisfeito com a classificação e com o resultado do rendimento entre o peso-vivo efetuado na fazenda e o apresentado pelo frigorífico após o abate. Nos últimos 5 anos tenho notado muito rigor no acerto efetuado pelos frigoríficos em dois quesitos fundamentais: rendimento de carcaça muito baixo e sempre constando no acerto um animal classificado para congelamento com 30% de deságio no preço. No segundo semestre de 2007 fiz três abates (18 animais cada, mesma pastagem) no mesmo frigorífico, sendo que os dois primeiros, foi por intermédio de empresa coligada ao frigorífico, melhor explicando, vendi à coligada, peso vivo na fazenda, ela repassou diretamente ao frigorífico, rastreamento em meu nome, recebi romaneio de abate e nota fiscal também em meu nome, media mais de 17@ nos lotes, não apresentando nos acertos o baixo rendimento e nem boi classificado para congelamento. (MERA COINCIDENCIA?) - No último abate negociei diretamente com mesmo frigorífico (posicionado entre os maiores do país) e como sempre tem sido o usual, bois nelore que pesaram 480 Kg - 482Kg e 492kg não alcançaram 16@, que ao meu ver é um rendimento baixo, principalmente o terceiro, sofrendo a habitual desvalorização e a costumeira classificação de um animal para congelamento. Fiz questão de relatar detalhadamente todo o processo de venda e comercialização, porque colegas também reclamam e fica sempre a “dúvida” se os frigoríficos compõem os acertos de acordo com o seu interesse, principalmente no quesito “congelamento”, já que nós pequenos produtores, não temos força de negociação e nem como acompanhar tais procedimentos durante os abates. Pergunto: Até em que ponto os frigoríficos são confiáveis nos seus acertos, classificação e pesagem?

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  • José Walter de Oliveira Sacramento - MG 08/01/2008 23:00

    Concordo plenamente com os comentários do Sr Waldir. Foi direto e sem rodeios.

    A culpa é única do produtor que não procura se associar a nada, e quando houve que tem de contribuir para manter alguma entidade logo foge do assunto e alega que não vai dar certo e que nunca deu, por isso vai cada dia mais transferindo sua renda para o outro lado do agronegócio - os compradores de soja.

    O NA deveria fazer uma pesquisa de âmbito nacional para refletir melhor o perfil do produtor, abrangendo todos os tópicos como ele conseguir créditos para plantar; se foi obrigado a travar com soja verde e porque já que ele deu garantias para a Trading; se pretende associar a alguma entidade; se concorda em pagar uma taxa mensal, e porque caso negativo. Isto dará embasamento para alguns novos direcionamentos. Posso contribuir é só entrar em contato.

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  • José Joaquim Francisco de Sousa Guaraí - TO 07/01/2008 23:00

    Caro amigo Waldir, gostaria de te parabenizar pela sua previsão de mercado feita naquela época. Acompanhei a sua previsão e realmente esta acontecendo tudo o que você falou. Hoje pode ser que com o mundo cada vez mais globalizado os fundamentos de mercado não tenha mudanças tão drásticas como no inicio ano 2003 mas prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém, você lembra em 2003 ? Todos os maiores analistas de mercado diziam que os fundamentos era que a soja iria subir ainda mais e veio a china com devolução daqueles navios que diziam estar contaminados atrapalhou toda a dependência altista, fazendo com que vários produtores deixassem de vender sua safra de soja a 50,00 reais a saca de 60kg,e depois de 40 dias tiveram que vender no Maximo a 31,00 reais a saca. Por isso apesar de respeitar muito a sua opinião acho que a melhor maneira de lidar com o mercado de soja ainda e fazer uma media na comercialização. Abraços e continua a nos ajudar a fazer estas previsões de mercado.

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